Politicando
Chuva é divisor de águas na campanha em Arapiraca
Bastaram poucas horas de chuva para demonstrar abandono do poder público
A chuva em Arapiraca, na noite de terça (27), levou por água abaixo o que algumas campanhas eleitorais da "velha política" insistiam em tentar esconder: a realidade histórica de alagamentos em Arapiraca.
A chuva trouxe aos olhos dos moradores da segunda maior cidade de Alagoas que as obras grandiosas de gestões passadas são um fiasco e que não foram feitas para o bem estar da população.
Em várias partes da cidade, os moradores entram em parafuso a cada chuva. É histórico e sempre foi argumento para promessas eleitorais.
Os alagamentos sempre foram frequentes, por exemplo, em várias ruas do bairro Alto do Cruzeiro, desde a rua Governador Luiz Cavalcante, nas proximidades da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), passando pelas ruas São José, Santa Maria até desaguar com força no trecho do Mercado do Artesanato. Acrescente aí também o famoso Bosque das Arapiracas.
Sem ter por onde escoar, já que a cidade não tem saneamento básico, o sistema já existente para o serviço nunca teve capacidade de suportar o mínimo de água, nem as obras que foram realizadas estavam projetadas pra resolver o problema de fato, a água da chuva invadiu casas e ainda impediu o tráfego para quem estava em veículos tentando voltar pra casa.
As áreas de alagamento tomaram outros bairros, mostrando a fragilidade de infraestrutura histórica de Arapiraca. As notícias de alagamentos se espalham nas redes sociais.
O fenômeno mostrou a realidade de quem ouve promessas há anos e estas promessas de resolução deste tipo de problema nunca foram cumpridas. Pra quem não mora na área alagada não é problema. Mas o princípio da empatia é se colocar no lugar da outra pessoa. E empatia a "velha política" não tem.
A chuva não pode ser controlada. É obra da natureza. Cabe a um bom gestor colocar em prática projetos que realmente resolvam e tirem os moradores de Arapiraca da agonia/tristeza de ver a casa cheia de água, a família chorando, mutirão pra tirar água e lama da sala, cozinha, quartos, e lamentado a perda de móveis que foram comprados com tanto suor e esforço.
A chuva vai ajudar a fazer a diferença na campanha politica. Fez lembrar o que só os moradores das áreas atingidas lembram: a histórica falta de infraestrutura e a despreocupação do poder público quanto ao assunto. As mudanças só podem acontecer se a população largar de vez os velhos nomes e sobrenomes que se colocam à disposição das urnas, mas esquecem o povo.
O povo de Arapiraca merece carinho.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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