Blog do André Avlis
A "Copa da Morte": cerca de 6,5 mil trabalhadores imigrantes morreram desde que o Catar virou sede
Reportagem do jornal britânico The Guardian revela números alarmantes de mortes

O que era para se festa, se tornou martírio.
A Copa do Mundo de 2022 será realizada no Catar entre os dias 21 e 18 de dezembro. Será a vigésima segunda edição do torneio. E a primeira vez que a competição será realizada neste período.
Catar é considerado o país mais rico do mundo em relação ao PIB, que é o produto interno bruto dividido pelo número de habitantes. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o PIB do país foi de 116 bilhões de dólares e o PIB per capita de 124 mil dólares.
Talvez isso explique muita coisa.
O jornal britânico, The Sunday Times em reportagem de 2019, afirmou que o Catar pagou US$ 880 milhões (R$ 3,4 bilhões) para ser país sede da Copa do Mundo 2022. Segundo a denúncia, propina fazia parte de um acordo firmado em 2010.
Mas por quê "Copa do Mundo da Morte"?
De acordo com outro jornal britânico, o The Guardian, pelo menos 6,5 mil trabalhadores imigrantes morreram no Catar desde o início das obras para sediar a competição.
A reportagem aponta que as pessoas eram oriundas do Paquistão, Índia, Nepal, Sri Lanka e Bangladesh. E que cerca de 2 milhões de pessoas se mudaram para o país em de oportunidades de trabalho após o anúncio dos catares como anfitriões da próxima copa.
Ainda de acordo com o jornal, mesmo assustadores, os números podem ser maiores devido à subnotificação que já ocorrem há uma década.
As maiores causas das mortes, ainda segundo a reportagem, se dão pelo calor excessivo, "causas naturais" - geralmente insuficiência respiratória e cardíaca -, quedas de grandes alturas e até mesmo suicídios. As mortes dos imigrantes geralmente é sem uma autópsia.
Entre outros fatores, estão as péssimas condições de trabalho e as quase inertes leis trabalhistas do país.
Um cenário cheio de absurdos e obscuridade. Interesses que predominam o capital e desprezam a humanidade. Cruel contexto que mostra o que se tornou algo que tem sinônimo de festa - pelo dinheiro tudo.
Conjuntura cheia de negligência, desleixo e omissão. Além do silêncio ensurdecedor de quem deveria falar e explicar as várias barbaridades descobertas até aqui. Infelizmente.
Triste. Melancólico. Perturbador.
A Copa do Mundo não deveria ser isso. Pois foge de tudo aquilo que ela representa. Iminentemente. Lamentavelmente.
A bola. Um troféu. Uma mancha. De sangue. Da morte.
Arquivos
Últimas notícias

Músicos arapiraquenses criam projeto "Os Poetas Estão Vivos" para homenagear grandes nomes do rock nacional

Deputado Fabio Costa cobra justiça por Daniela, jovem violentada que ficou com sequelas no interior de Alagoas

Polícia cumpre mandado de busca e apreensão em Olho d’Água das Flores

Quarta edição da FliPenedo acontece de 09 a 12 de abril

Secretaria de Saúde de Penedo presta contas ao Conselho Municipal de Saúde
