Blog do André Avlis
ANÁLISE: Murici 1x2 ASA - Alvinegro teve equilíbrio no primeiro tempo e jogou abaixo no segundo
Jogo de volta da semifinal do Campeonato Alagoano acontece no próximo domingo (3), às 16h, no Estádio Municipal de Arapiraca
Concordo com o técnico Jota quando ele falou, ao fim da partida, que o segundo tempo foi abaixo. De fato.
Quem viu o primeiro tempo terá a mesma compreensão.
Jota montou seu time num 4-2-3-1 que variava para o 4-1-4-1.
A segunda, e às vezes terceira linha, era composta por Jorginho, Fidélis, Gutti, Roger Gaúcho e Xandy.
Roger tinha a liberdade de movimentação no setor de meio-campo e a possibilidade de flutuação entre linhas.
Gutti fazia a dobra na direita com Michel e escapava no corredor lateral nas transições (foi assim que ele fez a jogada do primeiro gol).
Jorginho protegia a defesa e se postava à frente da área. Fidélis tinha - como sempre - a função de dar dinâmica na saída de bola e a movimentação dar suporte aí setor de criação e ataque.
Foi um primeiro tempo equilibrado. As duas equipes dividiram as ações ofensivas e criaram chances de gol. Um jogo franco e com um bom ritmo.
Um ponto positivo da equipe do ASA - além da consistência - que pouco se viu nas últimas partidas, foram as jogadas de ultrapassagem dos laterais (Wendell e Michel). O que possibilitou, em vários momentos, jogadas de tabela e triangulações.
Na segunda etapa, o técnico alvinegro foi obrigado a fazer uma mudança. Gutti saiu para a entrada de Marcão. Com isso, Fidélis foi deslocado para o lado direito do meio (a "ponta").
A recomposição defensiva era feita com duas linhas de quatro. Com as dobras nos corredores laterais.
No entanto, existiu problema na retenção de bola.
O time do ASA perdeu a velocidade de transição e a dinâmica de movimentação. Não conseguia mais fazer jogadas de ultrapassagem e naturalmente se retraiu. Além das precipitações dos passes.
Algo compreensível, pela mudança na estrutura tática e a diferença nas características dos jogadores.
Vendo o rendimento cair de forma considerável, Jota teve a percepção de fazer mudanças (as que pôde e davam) para deixar o time mais leve.
Justamente para que na retomada de bola, acontecesse o desafogo da equipe - especialmente após a expulsão de Marcão.
De forma desordenado o Murici pressionava e tentava encurralar a equipe alvinegra. No entanto, deixava espaços.
Foi em um desses espaços, numa saída rápida da defesa para o ataque que Assis magistralmente acertou o cruzamento e Marcinho concluiu para o gol.
Foi uma vitória da raça e da entrega. Com a cara do ASA.
Entretanto, é necessário ter o entendimento e a consciência que, a partir da performance do 2° tempo, é preciso melhorar.
Como também é perceptível e notório que tanto o técnico Jota, quanto seus comandados, sabem disso. E isso é primordial para a evolução da equipe.
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