Lula ainda analisa nomes para substituir Gleisi Hoffmann na SRI
Presidente busca nome de confiança para comandar pasta essencial para a governabilidade nos momentos finais do mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda analisa nomes para decidir quem vai substituir a ministra Gleisi Hoffmann na chefia da Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A pasta, responsável pela articulação política do governo federal com o Congresso Nacional, é uma das mais importantes da Esplanada.
Com o prazo final de desincompatibilização se aproximando, no sábado (4/4), Gleisi deve deixa o cargo nesta quarta-feira (1º) para concorrer a uma vaga ao Senado pelo Paraná.
Diante da indefinição sobre o próximo ministro, a pasta pode ser conduzida interinamente pelo secretário-executivo, Marcelo Almeida Costa, até a nomeação do novo titular.
Lula ainda não bateu o martelo porque avalia que o nome escolhido precisa ser de total confiança dele, já que o ministério é estratégico para a governabilidade nos momentos finais do mandato.
O novo responsável pela SRI terá de lidar com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e do fim da escala 6×1 no Congresso — temas que o governo quer ver aprovados com rapidez para servir de mote eleitoral na campanha de reeleição.
Os mesmos fatores pesam na escolha do substituto de Geraldo Alckmin no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O posto ocupado por Alckmin é considerado estratégico, especialmente diante do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Cotados
Inicialmente, o plano era promover o atual chefe do Conselhão, Olavo Noleto, ao cargo de ministro. O Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (CDESS) é um órgão consultivo ligado à Presidência da República.
Nos últimos dias, porém, o presidente passou a avaliar alternativas com maior trânsito no Congresso. Isso porque Noleto é visto como um perfil mais técnico. Ele foi secretário-executivo de Relações Institucionais entre 2023 e abril de 2025, ocupando o cargo no ministério na época em que Alexandre Padilha (PT) chefiava a pasta.
Desde então, vários nomes foram ventilados para a vaga. Um deles foi o do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA). O senador, porém, rejeitou de pronto a possibilidade. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também é cotado, mas o parlamentar tem reiterado nos últimos dias que é pré-candidato ao Senado pelo Ceará.
Noleto tenta se manter no páreo, e aliados apostam que ele pode acabar escolhido caso o Planalto não encontre um nome mais experiente disposto a assumir o posto nesta reta final do mandato.
Diante da falta de opções, integrantes do PT apostam que Lula pode reconsiderar o nome do secretário, considerado por alguns integrantes do governo como uma “opção funcional” para este momento.
Nesta terça-feira (31/3), Gleisi foi questionada por jornalistas no Palácio do Planalto se tenta convencer o presidente a escolher um nome específico, mas a ministra negou e afirmou que não está pleiteando a escolha por um candidato. “Estamos conversando sobre isso. Não chegamos a um nome ainda que ele [presidente Lula] ache [o ideal]”, declarou.
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