Politicando
João Caldas tem candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral
Ele ainda pode recorrer da decisão
O pleno do Tribunal Regional Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de João Caldas (União) como primeiro suplente do candidato ao Senado, Davi Davino (PP), por maioria de votos. O pedido de impugnação foi apresentado pelo Ministério Público Eleitoral.
O pai do prefeito JHC pode tentar reverter a decisão, apresentando recurso nos tribunais superiores.
O pai do prefeito JHC não é o primeiro candidato a suplente do Senado que teve o registro indeferido. A candidata ao Congresso bombeiro Suzana Souza (PMB) teve as candidaturas de sua primeira suplente Eudes Emidio (PMB) e da sua segunda suplente, Floripes Orestes (PMB), indeferidos.
No julgamento, a maioria dos desembargadores seguiram o voto divergente elaborado pelo desembargador eleitoral Sérgio de Abreu Brito.
“Necessário que a Justiça Eleitoral, no cumprimento de seu mister institucional, e dentro dos limites próprios de sua jurisdição, considere as decisões proferidas por outros órgãos do Judiciário de modo estrutural e conglobante, considerando todas as circunstâncias jurisdicionalmente reconhecidas, a fim de verificar a incidência de regra restritiva da inelegibilidade”, destacou o magistrado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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