Bastidores
JHC mostra força na capital e segue forte no jogo político para 2024
Prefeito também deu vitória a Bolsonaro em Maceió
Quatro dias após fechadas as urnas e delas saírem uma inquestionável vitória de Paulo Dantas e Lula, algumas conclusões ainda podem ser extraídas deste árduo processo. Uma delas é que nem sempre quem perde, sai derrotado - por mais “Dilmista” que a lógica possa ser, ela de fato é real.
Um primeiro olhar pode indicar que o prefeito de Maceió, JHC, foi um dos derrotados. De fato, seu candidato a deputado federal, o irmão (também JHC) não conseguiu se eleger, mais pela fragilidade da chapa do que pela sua performance - foi o terceiro candidato mais votado para a Câmara. Além disso, com a derrota de Rodrigo Cunha, sua mãe volta à condição de suplente no senado.
No entanto, cabe uma sintonia fina na análise, o que leva a concluir que o prefeito continua forte no jogo político, e soube se movimentar em tempo e acertadamente. Com a filiação ao PL de Bolsonaro logo nos primeiros dias de segundo turno, JHC foi uma das lideranças que mais se aproximaram do presidente - e consequentemente, do seu apaixonado eleitorado.
Isso garantiu a Rodrigo Cunha, apesar da derrota estadual, mais de 62% dos votos na capital - empurrado por bolsonaristas, anticalheiristas e, claro, bases eleitorais de JHC, que entrou firme no jogo. Foram 109 mil votos a mais do que o governador eleito, o que joga um peso grande nas costas de Paulo Dantas para as eleições daqui a dois anos, quando J buscará sua reeleição.
Restam algumas arestas a aparar - por exemplo, o rompimento com alguns aliados de sua primeira eleição. Mas, restam dois longos anos para que o prefeito reconstrua elos, ou crie novos caminhos. Habilidade não lhe falta.
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