Bastidores
Arthur Lira terá desafio para alinhar bancada bolsonarista com Lula em AL
Deputado alagoano pretende ter apoio de Lula para chegar à reeleição na Câmara dos Deputados

Nas eleições deste ano em Alagoas, em que pese ter sido derrotado na disputa majoritária, o PP de Arthur Lira sai bem maior do que entrou. De apenas um deputado federal, os progressistas contam agora com quatro congressistas, quase metade da bancada alagoana.
Vale sempre lembrar: deputados federais são a "mina de ouro" dos partidos. É a partir da contagem deles que são definidos valores de fundo partidário e principalmente, eleitoral. Quanto mais eleitos, mais dinheiro para as próximas campanhas.
No entanto, uma dúvida paira sobre a política alagoana: como será a relação da bancada progressista alagoana com o futuro governo? Alguns sinais já foram emitidos, e eles indicam que o debate interno será intenso.
Arthur Lira, o dono da legenda em Alagoas (e em boa parte do Brasil), já acenou, assoviou e piscou o olho para Lula, claro, querendo sua reeleição à presidência da Câmara. Lula, que não é bobo, já acenou de volta - contanto que Lira aprove a PEC dos 600 reais. Estão em fase de namoro, com boas possibilidades de um casamento.
Nesse sentido, Daniel Barbosa não será problema. O jovem e promissor parlamentar já votou em Lula e gostaria muito de integrar sua bancada. Com o futuro presidente alinhado com o PP, será bem mais fácil destinar algumas emendas para Arapiraca e ajudar as obras do pai na cidade.
A grande questão situa-se nos outros dois parlamentares pepistas: Marx Beltrão e o delegado Fábio Costa. Como se quisessem enviar recados, Marx e Fábio já deixaram bem claro que estão do outro lado do muro, dentre os saudosos de Bolsonaro. Marx criticou fortemente o deputado Paulão (PT), e já havia afirmado na Rede Antena 7 que "jamais" fará parte da bancada de apoio a Lula.
Já Fábio Costa tem ojeriza a Lula de tempos passados, e mesmo após a vitória do petista, é um dos que apoiam as manifestações em frente ao quartel do exército em Maceió, sendo um dos sobreviventes do "bolsonarismo raiz".
Como reverter essas duas adversidades e garantir a bancada progressista apoiando o futuro governo? Essa moldagem ainda está em curso por Lira e Lula. É cedo para dizer se a adesão do PP será programática ou trabalhada a cada projeto que chegar na Câmara.
Lira terá que sentar e "acalmar" o que hoje é quase uma dissidência dentro do partido.
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