Bastidores
MST e outros movimentos ocupam sede do Incra; demissão de atual superintendente pode dar espaço ao PT
Dirigentes petistas também foram criticados pela coordenação do ato
Movimentos sociais de luta pela terra ocuparam, no final da manhã desta segunda-feira (10) a sede do Incra em Alagoas, situada na capital alagoana. Sete entidades assinam a mobilização, que colocou 1500 camponeses nas instalações do órgão que regula a reforma agrária no país.
O que surpreende no caso em questão é a única pauta defendida pelos movimentos para a ação: derrubar o atual superintendente do Incra em Alagoas, César Lira. O gestor é sobrinho do deputado Arthur Lira, e apesar de estar no comando desde a queda de Dilma Rousseff em 2016, é citado pelos manifestantes como “bolsonarista raiz”.
Na nota, distribuída pela assessoria do Movimento dos Sem Terra em Alagoas, sobre até para o governo Lula. “Por que o governo Lula mantém por tanto tempo (mais de cem dias de governo) um superintendente inimigo da reforma agrária?”, questiona o texto.
O manifesto pede ainda a nomeação de José Ubiratan Rezende Santana para ocupar a superintendência do órgão federal em Alagoas.
Incidentalmente (ou não), a mobilização das entidades joga pressão no governo federal pelo controle do Incra, órgão cobiçado pelo PT em Alagoas. Pelo menos oficialmente, o partido calou quanto à manutenção de César Lira, mas nos bastidores reclama bastante do poder de Arthur.
Mesmo teoricamente sem se envolver nesses atos, o PT pode ‘herdar’ um cargo que originalmente não era seu.
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