Politicando
Profissionais da limpeza urbana de Junqueiro recebem ameaças da gestão
A responsável pela Secretaria de Infraestrutura tem passagem pela polícia por homicídio
Na data em que se comemorou o Dia do Gari, 16 de maio, circulou um vídeo nas redes sociais que gerou constrangimento entre os profissionais da limpeza urbana do município de Junqueiro.
No vídeo dirigido aos garis da Prefeitura de Junqueiro, o coordenador dos profissionais lotados na Secretaria Municipal de Infraestrutura informa, em tom intimidatório, que é a mãe do prefeito Leandro Silva, “Maria Rejane”, que está cuidando da secretaria, e dá um prazo de até sexta-feira para que os garis retirem todo o mato das ruas sob a responsabilidade de cada um.
“Ela (Rejane) me reclamou muito. Vocês sabem que é ela que está tomando conta da secretaria agora, enquanto não chega um novo secretário. Então vocês façam direitinho... Se a rua estiver com mato, vou trazer a pessoa para secretaria e vai falar diretamente com ela. Ela que vai conversar com vocês. Eu não tenho mais paciência”, diz o responsável.
Em outro trecho do vídeo, o homem repete que, “daqui para sexta-feira, vou passar de rua em rua e a rua que tiver com mato, a pessoa vai descer para secretaria... Eu não vou tolerar mais, porque a dona Rejane está chegando em mim direto, me reclamando dessas ruas. O prefeito já está começando a reclamar também”.
Ao final, o coordenador ressalta que “não são todos” os garis que estão agindo assim, mas alguns. E reforça: “Até sexta-feira! Olhe o que estou falando”.
O “aviso” de que os garis teriam que se entender com a mãe do prefeito, que tem passagem pela polícia por homicídio, foi considerado um presente (de grego) no dia que deveria ser de comemoração.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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