Leandra Leal defende checagem de fatos após fake news dita por Juliano Cazarré
Fala de ator gerou polêmica nas redes sociais; outras famosas se pronunciaram
A atriz Leandra Leal, de 43 anos, foi às redes sociais, na noite de quarta-feira (13), para defender a checagem de fatos em debates e programas de TV para rebater e combater a disseminação de fake news e distorções de dados. Tudo começou depois que o ator Juliano Cazarré, de 45 anos, participou de um debate na GloboNews, na terça (12), após a repercussão de um evento organizado por ele para 'fortalecer os homens enfraquecidos na atual sociedade'.
Na conversa no GloboNews Debate, Cazarré repetiu uma desinformação sobre os números de feminicídios e homicídios no Brasil, dizendo que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres" no Brasil, o que é falso. Registros oficiais mostram que, proporcionalmente, mais mulheres são mortas por seus parceiros do que o contrário.
"Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real", postou Leandra em seu perfil do X, o antigo Twitter.
"Mulheres matam mais homens do que homens matam mulheres? Não!!!! Mas essa mentira está sendo espalhada em grupos machistas -- e foi dita por um ator na TV -- usando dados distorcidos", ainda dizia um post compartilhado pela atriz.
Em seguida, Leandra Leal postou um vídeo reforçando a defesa do argumento de que debates devem ter checagem de fatos expostas em tempo real para rebater e expor o que é fake e o que é fato.
"Como é que a gente vai lidar com a fake news? Como é que a gente vai combater a fake news? Eu acho que uma das coisas que a gente tem que fazer é interferir no momento que ela começa. Então, eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate. Programa de debate é normal que uma pessoa apresente um dado para comprovar o seu ponto de vista, mas o jornalismo ele não pode permitir que sejam apresentados dados distorcidos, que não são reais, não são verdadeiros, para comprovar um ponto de vista", começou Leandra.
"Então, eu gostaria de pedir que a partir de... gente, já era para ter, né? Assim, até em debate político até tem, checagem de fatos. Mas a gente ter checagem de fatos em programas de debate, porque é muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet e ele começa a ganhar uma roupagem de como se ele fosse verdadeiro. E não é. Fake news é fake news. Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade", finalizou.
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