Vadão celebra evolução e aposta na seleção permanente
No comando da seleção brasileira feminina desde abril, o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, comemorou bastante o desempenho da equipe no Torneio Internacional de Brasília. A disputa terminou neste domingo com o título do Brasil em cima da seleção dos Estados Unidos, atual campeã olímpica e mundial. A final terminou empatada em 0 a 0, mas o Brasil ficou com a taça por ter feito a melhor campanha na fase de classificação, quando venceu Argentina, China e as próprias americanas. Segundo o treinador, mais importante que a conquista, foi a evolução do futebol apresentado por suas comandadas.
- Temos muita dificuldade para vencer os Estados Unidos. Aqui, tivemos dois jogos contra elas, uma vitória importante na primeira fase e a final. Na decisão, mostramos amadurecimento, muita frieza e competência em um jogo muito difícil. No finzinho elas tiveram boa chance de marcar, mas a gente também teve um lance de pênalti não marcado. Era aquele jogo de uma bola. Que bom que não entrou para nenhum dos dois times e o empate nos favorecia pela melhor campanha - avaliou o treinador.
Vadão também fez questão de destacar o projeto da seleção permanente, confirmado na última semana pela CBF e que será colocado em prática a partir do próximo ano visando as disputas da Copa do Mundo do Canadá, em junho de 2015, e dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
- Acho que esse título (em Brasília) tem um valor muito grande por ter sido em cima dos Estados Unidos e em um momento que a CBF abre uma grande porta para o futebol feminino, com a seleção permanente. É uma atitude de muito investimento que estão fazendo - afirmou Vadão.
A ideia é que a seleção brasileira funcione como uma espécie de clube para as jogadoras convocadas que não atuam no exterior, com salários e períodos de treinamento contínuos na Granaja Comary. De acordo com Vadão, os detalhes do funcionamento da seleção permanente ainda estão sendo fechados pela CBF, mas o objetivo é que as convocadas já se apresentem no fim de janeiro.
- Tem um lado jurídico que a gente ainda não sabe como vai funcionar. Não é uma coisa tão simples, a CBF nunca contratou atletas. Mas devemos nos apresentar no fim de janeiro e vamos vamos começar o trabalho com a preparação para o torneio de Algarve (em março). Será como um clube de futebol. As jogadoras vão ter um salário, vão concentrar, treinar toda semana e vamos nos preparar para os campeonatos. Elas vão ter um mês de férias, as folgas, como se fosse em um clube, e assim vamos até as Olimpíadas - explicou o treinador.
Vadão ainda garantiu que as jogadoras que atuam no exterior e não vão poder concentrar com a seleção permanente continuarão sendo convocadas e farão parte do time sempre que possível.
- Aqui no futebol feminino brasileiro se paga muito pouco. Muitas delas aproveitam para jogar lá fora porque ganham bolsa de estudos, têm melhores condições. É preciso ver esse lado delas também. Algumas meninas já acertaram para jogar a próxima temporada fora e não vão fazer parte desse planejamento total. Mas em todas as convocações que tivermos condições de trazê-las, elas estarão aqui - concluiu.
Marta elogia projeto da seleção permanente
Atualmente no futebol da Suécia, Marta não deve ter condições de participar da seleção permanente. Porém, a camisa 10, que concorre esse ano pela 12ª vez ao prêmio de melhor do mundo (vencedora em cinco oportunidades), elogiou o projeto.
- É importante não só para mim, mas para as meninas que jogam aqui no Brasil. É a oportunidade de dar continuidade ao trabalho, que é algo realmente necessário para a gente chegar e bater de frente com as grandes equipes do mundo - afirmou Marta.
Apesar de admitir ainda não saber muitos detalhes de como vai funcionar a seleção permanente, a capitã do Brasil, Bruna Benites, foi outra que também exaltou a iniciativa.
- Na verdade, a gente ainda não sabe alguns detalhes de como vai ser. Mas acredito que seja um passo importante. O time vai estar junto mais tempo, treinando junto. A nossa equipe já vem mudando bastante, já temos uma cara diferente, um estilo de jogar diferente. Com a seleção permanente, só tem a melhorar cada vez mais.
Segundo a zagueira, mais do que a questão do salário que será pago pela CBF, a grande vantagem da seleção permanente será permitir que as atletas tenham à disposição uma estrutura de preparação que muitas vezes não é possível encontrar nos clubes de futebol feminino do Brasil.
- Acredito que seja um passo muito importante (a seleção permanente) porque fortalece o futebol feminino no Brasil. É diferente quando estamos com a seleção a questão da alimentação, dos treinos, da preparação física. Tudo isso é fundamental para que a gente esteja sempre bem para disputar competições de alto nível - concluiu Bruna.
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