Futebol Alagoano

Em Arapiraca, ASA joga para manter tabu de 16 anos sem perder para o CSE

ASA precisa vencer CSE para manter tabu de 16 anos sem perder para o tricolor

Por Victor Hugo/ 7 Segundos 01/02/2015 08h08
Em Arapiraca, ASA joga para manter tabu de 16 anos sem perder para o CSE

O final de semana será movimentado para os torcedores de Palmeira dos Índios e Arapiraca, já que neste domingo (01), o maior clássico do interior de Alagoas voltará a ser disputado. ASA e CSE se enfrentam às 16 horas no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.

O ASA busca a primeira vitória no Campeonato Alagoano 2015. Na última quarta-feira (28), o time arapiraquense empatou com o Ipanema num placar de 1x1, em Santana do Ipanema. 

“A expectativa é muito grande entre os jogadores para este clássico. Os atletas estão muito confiantes para que o time possa render o melhor futebol e conseguir a primeira vitória no Alagoano. O time precisa jogar com tranquilidade e paciência, errar menos, que ai a vitória sairá naturalmente. Vencer um clássico sempre da moral para a sequência do campeonato”, declarou o goleiro Marcão.

O meia Didira está concentrado para o jogo, mas treinou à parte nos últimos dias e não sabe se terá condições de atuar. Não será fácil se recuperar a tempo, pois o jogador sofreu uma lesão no tornozelo e deve ser substituído por Valdívia, regularizado e testado no coletivo de sexta-feira pelo técnico Vica.

Na lateral esquerda, Fábio Alves está gripado e Rayro será o titular do setor. O provável time conta com: Marcão; Gabriel, Lucas Bahia, André Nunes e Rayro; Cal, Max Carrasco, Alex Henrique e Jean; Valdivia e Everton.

O CSE chega com moral a Arapiraca. No meio de semana, estreou no estadual goleando o Murici por 5 a 2, na cidade de Palmeira dos Índios, e lidera o primeiro turno, com três pontos e saldo melhor que o do vice-líder CSA (3 x 1).

“O time está motivado pela boa estreia contra o Murici, vamos em busca de mais uma resultado positivo, os jogadores estão focados na partida. O objetivo é colocar em prática o que foi passado pelo professor Laelson nos últimos treinamentos”, afirmou o zagueiro Silvio Carrasco do CSE.

Laelson Lopes não deve contar com o meia Madisson, que sofreu lesão na coxa no treino de sexta-feira. No trabalho, o treinador optou por escalar o zagueiro Eto´o como substituto, aumentando o poder de marcação e alterando o sistema de jogo do 4-4-2 para o 3-5-2. A equipe tende a jogar com: André Pereira; Eto’o, Stanley e Sílvio; Alex Murici, Zadda, Basílio, Guêba e Paulo Victor; Luiz Paulo e Philco.

José Ricardo Laranjeira apita a partida, tendo como assistentes Esdras Mariano de Lima e Rondinelle dos Santos Tavares.

Histórico de confrontos

O ASA leva vantagem sob o CSE: em 124 jogos, o alvinegro venceu 61, perdeu 31 e empatou 32. A última partida realizada entre as duas equipes aconteceu no dia 14 de janeiro de 2014, e o ASA venceu por 3 a 2. O

O time palmeirense não vence o ASA desde 23 de abril de 2006, quando derrotou o alvinegro por 1 a 0. Já em Arapiraca o tabu é ainda maior, o tricolorido não vence o ASA na capital do Agreste desde 30 de maio de 1999, num jogo que terminou 1 a 0 para o CSE.

Em 2015, o Clássico Matuto, como é conhecido, completa 62 anos de história. A primeira partida oficial entre as duas equipes foi realizada em 05 de julho de 1953. Neste mesmo ano as equipes chegaram a decisão do campeonato, e a rivalidade histórica entre os dois times começou e chegou a ultrapassar as quatro linhas.

História do clássico

Em 1953, numa partida realizada na cidade de Palmeira dos Índios, comandada pelo árbitro Waldomiro Brêda. O jogo transcorria normalmente e o ASA vencia por 1×0, caia muita chuva em Palmeira, quando aos 35 minutos dos segundo tempo, o árbitro decidiu pela suspensão da partida. Na mesma semana a Federação Alagoana remarcou os dez minutos finais da partida para conhecer o campeão.

Os dez minutos foram jogados, mas como o público havia pagado para assistir uma partida de noventa minutos, os dirigentes das duas equipes propuseram que fossem jogados o tempo total. Foi nesse período que aconteceu uma confusão generalizada dentro e fora do campo. Ao final da confusão, quando a delegação alvinegra deixava a cidade de Palmeira dos Índios, os jogadores apanharam muito dos muitos torcedores tricoloridos que esperavam para ver a saída da equipe arapiraquense.

A população arapiraquense ficou revoltada com o fato. No dia seguinte na famosa feira de Arapiraca, muitos caminhões começavam a chegar de Palmeira dos Índios. Com isso o chefe da Polícia e o delegado de Arapiraca, junto com alguns torcedores que haviam apanhado bastante no dia anterior, foram para a entrada da cidade aguardar os visitantes. Os veículos eram parados pelos guardas e os arapiraquenses apontavam para os que estavam no estádio e na briga, não adiantava dizer que era engano, o torcedor descia do caminhão e apanhava.

Por conta do episódio, durante anos, os arapiraquenses não iam a Palmeira dos Índios, nem os palmeirenses vinham a Arapiraca. E tudo começou numa tarde bonita de sol em meio a uma festa pela conquista de um título de campeão.