Flu muda mascote para se livrar da imagem "pejorativa" de Cartola
O Fluminense tem um novo mascote. O tradicional Cartola já não mais identifica o clube, que decidiu fazer a mudança pelo fato de o antigo símbolo ter significado pejorativo nos dias de hoje. Agora, os torcedores exaltam o Guerrerinho, assim nomeado em referência ao apelido adotado pelo Tricolor em 2009, quando teve campanha com uma recuperação incrível e evitou novo rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
A troca de mascote é apenas a ponta do iceberg. Isso porque o Fluminense tem uma identificação forte com a palavra Guerreiro. Até histórica de certa forma. Vale lembrar o caso do ponta direita Mano, que se recusou a deixar um jogo contra o São Cristóvão após ter grave contusão. Ficou em campo e o traumatismo virou uma infecção generalizada, o que o levou a morte dias depois. Ou com o goleiro Castilho, que decidiu amputar um dedo da mão para não perder um jogo contra o Flamengo.
"A história do Fluminense sempre foi ligada a feitos de guerreiro. Esses casos são históricos. Em 2009 o clube adotou o apelido, mas isso é histórico", disse o vice-presidente de marketing do Fluminense, Leonardo Lemos ao UOL Esporte. "Quando a torcida abraçou, coube ao clube entender e abraçar. Guerreiro agrega um valor interessante, que evidencia a briga por vitórias. É o que queríamos. Virou nossa filosofia, um mantra", completou o dirigente.
A mudança só foi feita, porém, porque o antigo mascote, o Cartola, já não agregava valor ao clube. O antigo símbolo era uma alusão ao fato do Fluminense ser um clube da nobreza. Entretanto, a imagem ficou muito ligada também a dirigentes, que tem cartola como um dos seus apelidos mais conhecidos popularmente. Em episódios como a "virada de mesa" de 1996, quando o então presidente do Tricolor Álvaro Barcelos comemorou a permanência na elite do futebol com uma champanhe, a figura do mascote tricolor acabou sendo lembrada.
"O cartola ficou com uma imagem não tão boa. Era um símbolo com um tom pejorativo. O nosso mascote não passava valores que tem importância nos dias de hoje. Então quisemos adotar o Guerreirinho, que tem essa sensação positiva. Tudo que vem da torcida é analisado com carinho", afirmou Leonardo Lemos.
Além do mascote, o Fluminense usa a palavra para inúmeros fins. "Bar dos Guerreiros", em Laranjeiras, uma armadura de guerreiro romano foi colocada na entrada da sede, o centro de treinamento das categorias de base tem uma placa com os dizeres: "Fábrica de guerreiros" e os núcleos de futebol do clube são chamados de "Guerreirinhos".
Últimas notícias
Restaurante destruído por avião no RS deveria estar aberto na hora do acidente
Trump diz que queda de caça dos EUA não mudará negociações com Irã
Advogado é preso após tentar repassar celular a reeducando em presídio de Maceió
Inmet emite alerta de chuvas fortes para todo estado de Alagoas
Incêndio de grandes proporções atinge galpão de recicláveis na Cidade Universitária
Reação do ex-namorado da morena flagrada com Zé Felipe viraliza
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
