Argentina pede garantias para ir à Venezuela em meio à crise no país
Com o dever de casa feito, ao vencer o Uruguai por 1 a 0, a seleção argentina agora está focada em enfrentar a Venezuela, na próxima terça-feira, para tentar manter a liderança nas eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018. Entretanto, em meio ao otimismo pelo triunfo em Mendoza, o time vive um clima de preocupação pela crise que o país vizinho vem vivendo nesta semana, com protestos nas ruas. A AFA deseja que a Conmebol dê garantias de que a equipe não terá problemas para poder embarcar.
- A Conmebol terá que colocar limites nesta situação, se joga ou não joga. Tenho um e-mail de quarta-feira à noite em que a embaixada e o governo da Venezuela garantiam o evento. Temos que apresentar maiores garantias a nossos jogadores e a todos nós para poder viajar. Se não as tivermos, seguramente não vamos viajar. Até quarta-feira não as tínhamos - disse o secretário de seleções da AFA, Jorge Miadosqui, em entrevista à rádio "Cadena 3" .
A Venezuela vive um clima de grande tensão nesta semana, quando milhares de pessoas foram às ruas para realizar protestos contra o presidente Nicolás Maduro, tendo como principais alvos a alta inflação e a escassez de produtos básicos. Mas os simpatizantes do governo também se juntaram para marcar posição, convocados pelo mandatário, gerando ainda maior preocupação por embates. Os críticos do governo exigem a rápida realização de um referendo que pode resultar na convocação de novas eleições - caso seja posto em prática até janeiro.
Há relatos de confrontos entre manifestantes e a polícia e até mesmo de bloqueios de estradas que dão acesso à capital Caracas, de acordo com os manifestantes contrários a Maduro, para esvaziar os protestos. O presidente venezuelano ameaçou prender dirigentes de partidos da direita local que estariam planejando um golpe de estado, segundo o mandatário.
- Irei com a mão de ferro que Chávez me deu. Que ninguém se equivoque comigo. Estou disposto a tudo - declarou Maduro aos seus partidários.
Messi é dúvida
Uma nova marcha dos opositores está marcada para a próxima quarta-feira, 7 de setembro, o que estaria deixando a seleção argentina preocupada, também, sobre como deixar a Venezuela após a partida, marcada a próxima terça-feira, em Mérida. Além dos problemas de logística, o técnico Edgardo Bauza tem questões a resolver dentro das quatro linhas - a começar pela participação de Messi, que tornou-se dúvida após o jogo contra o Uruguai.
- Não vamos arriscar, mas como é uma inflamação, temos que esperar que descanse por 48 horas para depois avaliá-lo - disse Bauza sobre o problema que vem causando dores no púbis do camisa 10 da seleção.
Após o triunfo em Mendoza, no qual foi o grande astro e marcou o gol único gol da partida, Messi admitiu que fez um sacrifício para estar em campo, apesar de ter atuado durante os 90 minutos.
- Me dói muito o púbis, desde antes do jogo. Vamos ver. Eu sempre quero estar, sempre digo isso. Mas também temos muitos jogos importantes à frente - disse o astro.
A Argentina é líder das eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, com 14 pontos - um a mais que Uruguai, Colômbia e Equador, que têm 13. O Brasil vem logo atrás, com 12.
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
