Negócios
Deputados discutem violência contra idoso em Brasília
A reunião foi coordenada pela Frente Parlamentar de Apoio ao Idoso<br />
13/06/2012 07h07
Para conscientizar a população sobre os direitos da pessoa idosa, a Frente Parlamentar em Apoio ao Idoso promoveu nesta terça-feira (12) o debate Quem Maltrata o Idoso Não Fere Apenas o Corpo, mas Apaga Toda Sua História. O evento, que foi realizado na Câmara dos Deputados, faz parte de uma programação voltada para o Dia Mundial de Combate à Violência Contra Idosos, comemorado em 15 de junho.
Abrindo o encontro, o deputado federal Vitor Paulo, da Frente Parlamentar de Apoio ao Idoso, defendeu que a violência deve ser combatida com a mudança de comportamento em relação a quem cuida dessas pessoas. "Fui criado pela minha avó e, na minha época, era natural o respeito pelo idoso. O valor do idoso precisa ser reconhecido. As ações atuais serão refletidas em um futuro próximo".
A deputada federal Flávia Morais, presidente da Frente Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, destacou a importância da aprovação do Estatuto do Idoso. Segundo ela, em 2020, haverá cerca de 40 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país.
"A aprovação do Estatuto do Idoso foi um avanço, porém, a prática ainda precisa ser inserida. É um trabalho que tem que ser feito a curto e longo prazo, começando pelas crianças. O idoso precisa ser respeitado de forma consciente e não obrigatória. Sabemos que a violência invisível, como o abandono, é a que mais afeta os idosos, causando até mesmo depressão. A semana de combate chama atenção para esse tema e fortalece as intenções de luta pelos direitos dos idosos", disse a deputada.
Flávia diz que, muitas vezes, a violência física tem relação com drogas. "O idoso que sofre violência por alguém da família não tem coragem de denunciar. Se for constatado que o agressor é usuário de drogas, sua punição será a internação em uma clínica de reabilitação".
O presidente da Associação dos Aposentados do Distrito Federal (Asaprev/DF), João Pimenta, acredita que para haver mudanças é preciso uma maior mobilização da sociedade.
"Foi preciso que a Organização das Nações Unidas (ONU) instituísse um dia para chamar a atenção para o problema. O desdém que muitos jovens tratam os idosos é muito grande. Quem tem esse tipo de atitude não tem compromisso algum com o seu futuro. Os idosos são estigmatizados como um ser humano inútil e, em alguns casos, são renegados pela própria família. Isso já é considerado um tipo de violência", disse Pimenta.
O conselheiro municipal do Idoso de Itabuna (BA), Agnaldo Ramos, acredita que é necessário a criação de mais centros de convivência de idosos e a construção de hospitais geriátricos no país. "O Brasil não está preparado para cuidar dos mais velhos. É necessário o aumento no orçamento para a criação desses centros e hospitais para garantir maior qualidade de vida dessas pessoas".
Ramos também denunciou o desrespeito de agências bancárias que não priorizam o atendimento aos idosos. "Os bancos criam seu próprio estatuto, suas regras. Isso está errado. O estatuto deixa claro que o atendimento precisa ser prioritário e imediato", disse Ramos.
Maria Alexandrina da Conceição, de 68 anos, que mora com sua família, disse estar feliz com as discussões feitas durante o debate. "A gente sabe que tem gente muito próxima que maltrata os mais velhos e isso não deveria acontecer. Essa discussão é importante e necessária para que as pessoas abram os olhos e tratem melhor quem tanto os ama".
Abrindo o encontro, o deputado federal Vitor Paulo, da Frente Parlamentar de Apoio ao Idoso, defendeu que a violência deve ser combatida com a mudança de comportamento em relação a quem cuida dessas pessoas. "Fui criado pela minha avó e, na minha época, era natural o respeito pelo idoso. O valor do idoso precisa ser reconhecido. As ações atuais serão refletidas em um futuro próximo".
A deputada federal Flávia Morais, presidente da Frente Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, destacou a importância da aprovação do Estatuto do Idoso. Segundo ela, em 2020, haverá cerca de 40 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país.
"A aprovação do Estatuto do Idoso foi um avanço, porém, a prática ainda precisa ser inserida. É um trabalho que tem que ser feito a curto e longo prazo, começando pelas crianças. O idoso precisa ser respeitado de forma consciente e não obrigatória. Sabemos que a violência invisível, como o abandono, é a que mais afeta os idosos, causando até mesmo depressão. A semana de combate chama atenção para esse tema e fortalece as intenções de luta pelos direitos dos idosos", disse a deputada.
Flávia diz que, muitas vezes, a violência física tem relação com drogas. "O idoso que sofre violência por alguém da família não tem coragem de denunciar. Se for constatado que o agressor é usuário de drogas, sua punição será a internação em uma clínica de reabilitação".
O presidente da Associação dos Aposentados do Distrito Federal (Asaprev/DF), João Pimenta, acredita que para haver mudanças é preciso uma maior mobilização da sociedade.
"Foi preciso que a Organização das Nações Unidas (ONU) instituísse um dia para chamar a atenção para o problema. O desdém que muitos jovens tratam os idosos é muito grande. Quem tem esse tipo de atitude não tem compromisso algum com o seu futuro. Os idosos são estigmatizados como um ser humano inútil e, em alguns casos, são renegados pela própria família. Isso já é considerado um tipo de violência", disse Pimenta.
O conselheiro municipal do Idoso de Itabuna (BA), Agnaldo Ramos, acredita que é necessário a criação de mais centros de convivência de idosos e a construção de hospitais geriátricos no país. "O Brasil não está preparado para cuidar dos mais velhos. É necessário o aumento no orçamento para a criação desses centros e hospitais para garantir maior qualidade de vida dessas pessoas".
Ramos também denunciou o desrespeito de agências bancárias que não priorizam o atendimento aos idosos. "Os bancos criam seu próprio estatuto, suas regras. Isso está errado. O estatuto deixa claro que o atendimento precisa ser prioritário e imediato", disse Ramos.
Maria Alexandrina da Conceição, de 68 anos, que mora com sua família, disse estar feliz com as discussões feitas durante o debate. "A gente sabe que tem gente muito próxima que maltrata os mais velhos e isso não deveria acontecer. Essa discussão é importante e necessária para que as pessoas abram os olhos e tratem melhor quem tanto os ama".
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