Alagoas
Alunos de Lagoa da Canoa pesquisam criação de carrapaticida natural
15/08/2012 17h05
Uma pesquisa feita por alunos de uma escola pública alagoana pode ajudar a diminuir os custos da produção bovina na região de Lagoa da Canoa, no Agreste. A ideia é desenvolver um carrapaticida natural e de baixo custo a partir de plantas encontradas na região. A pesquisa é feita pelos alunos José Jeferson e José Danilo, da Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição.
Sob a orientação da professora Heloísa Gracindo, a pesquisa realizada pelos alunos do 1º ano do Ensino Médio será apresentada à comunidade científica pela primeira vez, durante a Feira Nordestina de Ciência e tecnologia, em Recife, no período de 17 a 22 de setembro.
Filhos de pequenos produtores rurais de Lagoa da Canoa, Jeferson e Danilo iniciaram a pesquisa em abril deste ano, após vivenciar uma realidade na propriedade das duas famílias, com o surgimento constante de carrapatos no rebanho de gado leiteiro. “Recolhemos carrapatos dos animais, levamos ao laboratório para observar o tempo de vida e a postura e eclosão dos ovos”, lembra Jeferson.
José Danilo explica que o uso de pesticidas é comum na região, o que eleva os custos para os criadores de gado locais, uma vez que possuem rebanhos pequenos e muitas vezes não têm recursos para o tratamento. “A despesa com o rebanho leva quase todo o lucro da produção”, diz ele.
A pesquisa, esclarece a orientadora Heloísa Gracindo, teve como base o potencial de carrapaticida natural de plantas facilmente encontradas na região, como a graviola e erva cidreira. “As plantas selecionadas foram indicadas de acordo com os conhecimentos empíricos de bovinocultores locais a respeito da flora para o controle do carrapato dos bovinos”.
Heloísa ressalta ainda que a pesquisa, além de ser à base de produtos naturais e de baixo custo, vai contribuir para a diminuição do uso de produtos químicos na criação de gado.
Os testes foram realizados em uma placa de petri, com os carrapatos separados por tamanho, sexo e animal de origem, e daí foi feita a comparação entre a ação de cada planta a partir dos seus extratos preparados em diferentes concentrações e em meio aquoso e alcoólico.
Os estudantes José Danilo e José Jeferson apostam que, com a eficiência da pesquisa em laboratório, a utilização em animais da região de Lagoa da Canoa poderá ser feita até o final do ano. “Não estamos pensando em lucro financeiro com a linha de pesquisa, mas em aplicar um produto de baixo custo e ecologicamente correto”, confessa Danilo.
Jeferson, entusiasmado, ressalta: “Estamos desenvolvendo um método sustentável, reduzindo a utilização de produtos químicos no controle do carrapato do boi”.
A professora Heloísa Gracindo explica ainda que para os testes, os carrapatos (Boophilus microplus) foram coletados dentro de um pequeno rebanho da região, com pinça, e depositados em placas de Petri. “Essa coleta seguiu uma metodologia específica para a retirada dos carrapatos dos animais de forma a não descartar a parte sugadora (ferrão) do carrapato, verificando a integridade física do inseto”.
Sob a orientação da professora Heloísa Gracindo, a pesquisa realizada pelos alunos do 1º ano do Ensino Médio será apresentada à comunidade científica pela primeira vez, durante a Feira Nordestina de Ciência e tecnologia, em Recife, no período de 17 a 22 de setembro.
Filhos de pequenos produtores rurais de Lagoa da Canoa, Jeferson e Danilo iniciaram a pesquisa em abril deste ano, após vivenciar uma realidade na propriedade das duas famílias, com o surgimento constante de carrapatos no rebanho de gado leiteiro. “Recolhemos carrapatos dos animais, levamos ao laboratório para observar o tempo de vida e a postura e eclosão dos ovos”, lembra Jeferson.
José Danilo explica que o uso de pesticidas é comum na região, o que eleva os custos para os criadores de gado locais, uma vez que possuem rebanhos pequenos e muitas vezes não têm recursos para o tratamento. “A despesa com o rebanho leva quase todo o lucro da produção”, diz ele.
A pesquisa, esclarece a orientadora Heloísa Gracindo, teve como base o potencial de carrapaticida natural de plantas facilmente encontradas na região, como a graviola e erva cidreira. “As plantas selecionadas foram indicadas de acordo com os conhecimentos empíricos de bovinocultores locais a respeito da flora para o controle do carrapato dos bovinos”.
Heloísa ressalta ainda que a pesquisa, além de ser à base de produtos naturais e de baixo custo, vai contribuir para a diminuição do uso de produtos químicos na criação de gado.
Os testes foram realizados em uma placa de petri, com os carrapatos separados por tamanho, sexo e animal de origem, e daí foi feita a comparação entre a ação de cada planta a partir dos seus extratos preparados em diferentes concentrações e em meio aquoso e alcoólico.
Os estudantes José Danilo e José Jeferson apostam que, com a eficiência da pesquisa em laboratório, a utilização em animais da região de Lagoa da Canoa poderá ser feita até o final do ano. “Não estamos pensando em lucro financeiro com a linha de pesquisa, mas em aplicar um produto de baixo custo e ecologicamente correto”, confessa Danilo.
Jeferson, entusiasmado, ressalta: “Estamos desenvolvendo um método sustentável, reduzindo a utilização de produtos químicos no controle do carrapato do boi”.
A professora Heloísa Gracindo explica ainda que para os testes, os carrapatos (Boophilus microplus) foram coletados dentro de um pequeno rebanho da região, com pinça, e depositados em placas de Petri. “Essa coleta seguiu uma metodologia específica para a retirada dos carrapatos dos animais de forma a não descartar a parte sugadora (ferrão) do carrapato, verificando a integridade física do inseto”.
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