Brasil
Telexfree bloqueia acesso a escritório virtual e frustra divulgadores
17/07/2013 16h04
Os divulgadores da TelexFree, que enfrenta uma investigação rigorososa da Justiça brasileira por suspeita de pirâmide financeira, tiveram uma surpresa nada agradável na última segunda-feira (15). A empresa bloqueou o acesso ao escritório virtual do site, impedindo que os associados visualizem seus ganhos. A empresa, no entanto, alega que precisou tomar a medida porque hackers tentaram invadir o sistema. Em um comunicado no Facebook, a TelexFree informou que ainda não há prazo para a situação se normalizar.
O advogado da empresa, Horst Fuchs, explicou que o bloqueio do escritório virtual não tem ligação com decisão judicial. Em entrevista ao portal G1, ele informou que “a parte do portal continua bloqueada enquanto algumas medidas são tomadas pelos departamento de segurança e tecnologia de empresa. Segundo Fuchs, “hackers estavam tentando invadir o sistema e até que não esteja seguro, vamos manter como está, mas garantimos que os ganhos dos divulgadores continuam congelados”.
A Telexfree está sendo investigada por suspeita de pirâmide financeira e desde o final de junho a Justiça proibiu os pagamentos de comissões, bonificações e quaisquer vantagens oriundas da companhia aos divulgadores, além de novas adesões à rede. De acordo com a decisão da Justiça, caso a empresa, que se define como uma corporação de marketing multinível, descumpra quaisquer das determinações, pode pagar uma multa de R$ 100 mil por cada novo cadastramento ou recadastramento e por cada pagamento indevido.
No mesmo Facebook, o bloqueio do escritório virtual foi motivo para muitos comentários entre os usuários, muitos deles divulgadores que reclamarem e até apoiarem a empresa. Uma divulgadora escreveu que pretende sair da companhia. “Acabou! Pra mim não dá mais, chega de farsa Telexfree! Na hora de entrar nessa pirâmide (...) foi muito rápido e agora na hora de me pagarem é uma novela mexicana! Exigimos transparência.”
Outra divulgadora desconfiou do bloqueio. “Não podíamos fazer nada mesmo, mas parece que fizeram [o bloqueio] de propósito, para aqueles que querem guardar provas não possa printar (sic) a tela, por exemplo, do valor da adesão paga, onde diz seu nome, e quando foi paga a adesão. Também printar (sic) a tela da parte de renda para verificar quanto o divulgador já recebeu e quanto falta, para qualquer coisa os que saíram no prejuízo receber da Justiça os valores (…) para nos indenizar caso a empresa não volte. Acredito na empresa, mas esta difícil. Não sei porque esta medida de travar o nosso acesso ao backoffice, estanho isso”, escreveu.
Justiça
As atividades da TelexFree foram paralisadas pela juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no Acre, que julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre para suspender as atividades da Telexfree, no último dia 18. Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento.
Segundo a magistrada, a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende as atividades durante o processo investigativo. Os advogados da empresa chegaram a entrar com pedido de reconsideração após a decisão da juíza, que foi negado pelo Tribunal de Justiça do Acre.
O advogado da empresa, Horst Fuchs, explicou que o bloqueio do escritório virtual não tem ligação com decisão judicial. Em entrevista ao portal G1, ele informou que “a parte do portal continua bloqueada enquanto algumas medidas são tomadas pelos departamento de segurança e tecnologia de empresa. Segundo Fuchs, “hackers estavam tentando invadir o sistema e até que não esteja seguro, vamos manter como está, mas garantimos que os ganhos dos divulgadores continuam congelados”.
A Telexfree está sendo investigada por suspeita de pirâmide financeira e desde o final de junho a Justiça proibiu os pagamentos de comissões, bonificações e quaisquer vantagens oriundas da companhia aos divulgadores, além de novas adesões à rede. De acordo com a decisão da Justiça, caso a empresa, que se define como uma corporação de marketing multinível, descumpra quaisquer das determinações, pode pagar uma multa de R$ 100 mil por cada novo cadastramento ou recadastramento e por cada pagamento indevido.
No mesmo Facebook, o bloqueio do escritório virtual foi motivo para muitos comentários entre os usuários, muitos deles divulgadores que reclamarem e até apoiarem a empresa. Uma divulgadora escreveu que pretende sair da companhia. “Acabou! Pra mim não dá mais, chega de farsa Telexfree! Na hora de entrar nessa pirâmide (...) foi muito rápido e agora na hora de me pagarem é uma novela mexicana! Exigimos transparência.”
Outra divulgadora desconfiou do bloqueio. “Não podíamos fazer nada mesmo, mas parece que fizeram [o bloqueio] de propósito, para aqueles que querem guardar provas não possa printar (sic) a tela, por exemplo, do valor da adesão paga, onde diz seu nome, e quando foi paga a adesão. Também printar (sic) a tela da parte de renda para verificar quanto o divulgador já recebeu e quanto falta, para qualquer coisa os que saíram no prejuízo receber da Justiça os valores (…) para nos indenizar caso a empresa não volte. Acredito na empresa, mas esta difícil. Não sei porque esta medida de travar o nosso acesso ao backoffice, estanho isso”, escreveu.
Justiça
As atividades da TelexFree foram paralisadas pela juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no Acre, que julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre para suspender as atividades da Telexfree, no último dia 18. Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento.
Segundo a magistrada, a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende as atividades durante o processo investigativo. Os advogados da empresa chegaram a entrar com pedido de reconsideração após a decisão da juíza, que foi negado pelo Tribunal de Justiça do Acre.
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