Sylvia Bandeira fala de carreira e revela: 'Sofri preconceito por ser rica'
Sylvia Bandeira adorou o filme "Blue Jasmine", de Woody Allen. Não só por ser fã do diretor, mas por ter criado uma identificação instantânea com a personagem que dá nome ao longa, intereptada por Cate Blanchet. Na história, Jasmine é uma mulher riquíssima, acostumada ao melhor que o mundo pode oferecer e acusada de ser alienada justamente por parecer fora da realidade. "Me senti várias vezes assim. As pessoas achavam que teatro para mim era um hobby de dondoca, uma diversão para a menina rica", conta ela, que é filha de diplomata, nasceu na Suíça e fala vários idiomas: "Sofri preconceito por ser rica".
Mas nem sempre a vida foi fácil. Como a Jasmine do filme, Sylvia também teve seu momento de revés. "Nunca me senti tão sozinha quanto quando entrei em uma agência da Caixa Econômica para penhorar algumas joias. Estava casada, ele, desempregado, eu também, filhos pra criar. Vai fazer o quê?", recorda ela, que também vê semelhanças entre a sua vida real e a de Marlene Dietrich, a atriz e cantora alemã que ela vem encarnando há quatro anos nos palcos, com a peça "Marlene Dietrich, as pernas do século". "É uma vida vivida com todos os seus altos e baixos. Tentei absorver todos os detalhes da alma da Marlene e coloquei coisas da minha alma também", avalia.
Se não bastasse ter uma vida abastada, Sylvia sempre foi bonita. E em um pacto com o tempo mantém a jovialidade e o frescor ainda que já tenha chegado na casa dos 60: "Tem gente que diz que envelhecer é bonito. Mas quer saber? Envelhecer é uma droga! Não pelo fato de não mostrar mais a pele jovenzinha, mas porque quando você atinge a maturidade, quando você já está segura de quem é de verdade, vem a idade e você pensa: 'Mas ainda quero fazer tanta coisa'...".
Descoberta que rende comentários e assobios quando está no palco encarnando Dietrich, de meia arrastão, saltos e maiô, com look que lembra a estética dos cabarés. Para encarnar a cantora e desfilar seus sucessos, Sylvia chega ao teatro Maison de France, no Centro do Rio, pelo menos uma hora e meia antes do espetáculo, para começar a se transformar na personagem. "Tenho um papel, que é uma colinha, com o passo a passo da maquiagem dela, para tentar ficar o mais parecida possível. Mas claro que é apenas uma releitura", diz ela, enquanto passa base para cobrir as sobrancelhas: "Depois faço um traço bem fininho para ficar como as dela".
Também como Marlene Dietrich, Sylvia sempre foi de grandes amores. Se casou três vezes - a primeira com apenas 17 anos. "Era uma menina ainda, mas casei conforme se fazia naquela época. Me separei sete anos depois e fui viver", relembra ela, que também foi casada com Jô Soares e hoje vive um casamento fora dos moldes tradicionais com Carlos Eduardo Ferreira: "Ele é meu eterno marido, mas hoje vivemos cada um na sua própria casa".
Há quatro anos em cartaz com a mesma peça, Sylvia acredita que o espetáculo ainda tem mais estrada, mas já sente saudade de atuar na televisão: "Quero voltar à TV Globo como uma boa filha que a casa torna".
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