Promotor pedófilo é condenado a mais de 75 anos de prisão
O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) condenou, nesta terça-feira (4), o promotor de Justiça Carlos Fernando Barbosa de Araújo a 76 anos e cinco meses de reclusão.
O promotor foi condenado por três estupros e oito atentados ao pudor, cometidos continuadamente contra duas filhas e uma enteada, além de produção de pornografia infantil.
A justiça determinou também a perda definitiva do cargo e a prisão imediata do réu.
A pena foi fixada separadamente para os crimes cometidos contra cada uma das vítimas: 37 anos e três meses; 27 anos e três meses; e 11 anos e dez meses.
O voto do desembargador relator, Fernando Tourinho de Omena, foi acompanhado por unanimidade pelo pleno do tribunal para a condenação e pela maioria dos votos para a prisão.
No julgamento, o desembargador Fernando Tourinho disse ser chocante a prática de tal crime por uma pessoa com grau de instrução elevado e conhecedora das leis. “Não é com costume que verificamos um julgamento de um membro do Ministério Público, mas precisamos decidir”, comentou.
O desembargador presidente, José Carlos Malta Marques, destacou o caráter histórico do julgamento.

Abusos duraram mais de dez anos
Em sustentação oral, o procurador Antiógenes Lira, representante do Ministério Público Estadual (MPE) no Pleno, elencou os relatos e provas materiais incriminadoras ao promotor. O MPE afirmou que a primeira vítima, filha do réu, começou a ser abusada sexualmente em 1993, quando tinha 12 anos, perdurando até 2003.
A vítima relatou que a primeira agressão aconteceu enquanto ela dormia e foi acordada por seu pai lhe fazendo sexo oral. Segundo os depoimentos, ao longo dos anos, o réu abusava das filhas em atos cotidianos como banhos.
Em 2003, já maior de idade, a filha teve conjunção carnal com o pai. Ela afirmou que Carlos Fernando levou-a para um motel e convenceu de que lhe “deixaria em paz” após o ato, praticado após ingestão de bebidas alcoólicas por ambos.
“Essa é a história de três jovens que perderam a sua infância”, lamentou o procurador Antiógenes Lira. “O Ministério Público pede a condenação do réu em homenagem ao Direito e à Justiça, e em nome de tudo o que é moral e sagrado na família”, afirmou.
No processo, a filha agredida contou que a demora de anos para fazer a denúncia se deve ao medo da posição social do pai. Quando notou que a irmã (de criação, enteada do promotor) dava sinais de que estava sofrendo abusos, resolveu procurar a Justiça.
A terceira vítima, filha de Carlos Fernando, foi abusada com quatro anos de idade. Ela chegou a relatar para a mãe o que acontecia durante os banhos que tomava junto com o pai. Por meio da investigação administrativa do MPE, foram achadas fotos das crianças em trajes íntimos.
Últimas notícias
AMA abre inscrições para o Congresso da 13ª Feira dos Municípios Alagoanos 2026
Prefeitura de Maceió divulga calendário de feriados e pontos facultativos para 2026
STF terá evento para lembrar 3 anos de atos golpistas de 8 de janeiro
Quem é o traficante Cagão, dono de arma usada por blogueira em vídeo
Calouro do 76ers viraliza após “toco duplo” em jogo da NBA
Serviços de neurocirurgia são suspensos no Hospital Carvalho Beltrão, em Coruripe
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
