Arapiraquense com 14 anos contrai AIDS; cidade segue tendência nacional
Arapiraca engrossa as estatísticas recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgadas na semana passada, que dão conta do aumento de casos de AIDS entre adolescentes e jovens. Só em 2014, o Centro de Triagem e Acolhimento (CTA), do Município, foram registrados 12 casos, de infectados entre os 18 e 25 anos. No total, Arapiraca já contabiliza 31 caos e 9 óbitos, que ocorreram porque o diagnóstico foi tardio ou por abandono do tratamento.
Detalhe para um caso desse grupo é para um menor de 14 anos, que foi diagnosticado soro positivo e está sendo atendido no CTA. Em todo mundo, ainda segundo a ONU, 14 milhões de pessoas são soro positivo.
As informações sobre os casos de Arapiraca foram dadas nesta segunda-feira (1), Dia Mundial de Combate à AIDS, por uma das assistentes sociais do CTA, Daniela França, que faz alertas para os fatores que têm levado ao crescimento da doença entre jovens e adolescentes.
“Infelizmente, Arapiraca segue a tendência do país. Os casos, entre jovens que vão de 15 a 39 anos, crescem na cidade. Sabemos que os jovens são precoces e, além disso, hoje a mídia infelizmente faz apelo sexual muito forte. Aliado a isso, temos a falta de prevenção, o uso da camisinha. As campanhas em nível nacional também têm sido deixadas de lado e tudo isso contribui”, explicou Daniela França, que comentou o caso do garoto de 14 anos infectado.
“Não é fácil para ninguém ver uma criança daquela com o vírus. Chegou aqui e logo nós desconfiamos que ali havia algo de errado. Infelizmente, o exame dele deu soro positivo e tivemos que chamar a mãe dele, já que os pais são separados. Inicialmente, ela não quis vir e tivemos que acionar o Conselho Tutelar. Agora, ainda bem, a mãe do garoto vem com ele e o acompanha no acolhimento aqui, já que o tratamento é feito em Maceió”, disse a assistente social.
Segundo ela, Arapiraca já tem projeto para instalar um Serviço de Assistência Especializada (SAE) para que o infectado possa passar por todo procedimento que é feito pelo CTA hoje em dia e ser tratado, efetivamente, por uma equipe multidisciplinar e receber o coquetel retroviral, que hoje ajuda o paciente soro positivo a ter uma vida relativamente normal.
“Existe o projeto e acredito que está sendo encaminhado para que tenhamos um SAE. Por enquanto, ainda precisamos enviar os pacientes para Maceió”, disse Daniela França, acrescentando que um SAE funciona com assistente social, médico infectologista, psicólogo, nutricionista além de outras especialidades.
A assistente social do CTA também lembrou que os homens continuam sendo os mais relapsos quanto ao uso de camisinha e a realização do exame.
“São sempre os que relutam mais para procurar ajuda. Por isso, em muitos casos, quando chegam aqui a doença já está em estado avançado e isso dificulta o tratamento. Claro que viver com AIDS não é bom. Mas com o coquetel retroviral, o paciente tem vida mais longa e com mais qualidade. Temos pessoas que utilizam nosso serviço que há 20 anos adoeceu e continua trabalhando em Arapiraca e vivendo bem. Mas é preciso, repito, fazer a prevenção porque é o melhor remédio”, concluiu Daniela França.
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