AL está entre os quatro estados do Brasil que mais excederam LRF
O Governo de Alagoas apresenta diversas dificuldades financeiras e tributárias, deixadas pela gestão anterior. Em função disso, uma das primeiras medidas do governador Renan Filho foi extinguir dez secretarias estaduais, atualmente reduzidas a 17.
De acordo com recente explicação do economista Alexandre Manoel, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quatro Estados, além do Distrito Federal, ultrapassaram o limite de gastos com pessoal, impostos pela lei, o que corresponde a 49% da renda líquida. Acima desse percentual, o Estado fica impedido de fazer reajustes salariais, de criar novos cargos públicos, receber recursos federais para créditos e convênios, entre outros.
Segundo o Ipea, outros 16 Estados também gastaram mais do que podiam, chegando ao número de 46,3%, que significa o limite prudencial. A maioria deles contratou demais e aumentou os salários, sem planejamento. Alagoas está numa situação ainda mais séria, porque excedeu os 49%.
“Houve um festival de aumento de despesa, registrado em todas as regiões. Os gastos crescem a cada dia e por isso é preciso monitorar e restringir para ter espaço ao planejamento público”, ressaltou Alexandre Manoel.
Alerta
Para o economista, o governo encontra-se nessa situação porque nos últimos quatro anos houve uma desaceleração econômica e as composições salariais que o Estado vinha fazendo não conseguiram acompanhar esse aumento de receita.
“O atual governo vai ter que trazer esses gastos para abaixo do limite dos 49%, se possível abaixo do limite prudencial de 46,3%. Caso contrário, o Estado, em pouco tempo, vai ficar sem receber recursos de convênio, operações de crédito. Alagoas é um Estado altamente dependente de recursos federais para executar seus investimentos e ficar sem recebê-los é terrível para as finanças públicas locais,” esclarece.
Segundo o economista, a lei preconiza o corte. Inclusive se não for obedecido, além de não receber recursos de uma forma geral, os gestores também podem ser penalizados.
Manoel explica que os antigos gestores não se adequaram à nova realidade econômica. Ainda estavam agindo como se estivessem no período de prosperidade – que correspondeu aos anos entre 2004 e 2009. Mas, no período subsequente, a economia desacelerou e as recomposições salariais continuaram sendo pactuadas sem lastro de produtividade, apenas concedendo, sem planejamento.
“Se o Poder Executivo não reduzir para menos o limite do estabelecido, Alagoas não vai poder captar recursos federais, nem mesmo operações de crédito. E o funcionalismo público não terá espaço para reservas técnicas, novos concursos, nem mesmo espaço fiscal para aumento salarial dos funcionários já existentes. Então é uma situação muito complicada”, completa.
O economista explica que outra medida é procurar arrecadar a receita de forma mais eficiente. “Quando se tem uma carga tributária muito alta, realocar a captação de receitas é mais viável. Esse procedimento é melhor do que simplesmente aumentar. Porém, em um período de desaceleração econômica, certamente teremos dificuldades de aumento de produção e o caminho mais fácil é cortar gastos, inclusive assegurar essa cultura entre o funcionalismo,” alertou.
Últimas notícias
MPAL garante regularização do comércio no Estádio Coracy da Mata Fonseca
Cibele vai às ruas e defende permanência de 158 alunos da Uncisal
Dra. Eudócia acusa Renan Filho de prejuízo bilionário em embate no Senado
Prefeita Marcela recebe trator equipado da Codevasf para Novo Lino
Vídeo mostra tio-avô entrando em mata com menino e saindo sozinho em Maceió
Motorista perde o controle e carro cai dentro de piscina de espaço de lazer
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
