Museu Théo Brandão inaugura exposição inspirada na Ilha do Ferro
A arte da Ilha do Ferro, a paisagem, as cores, sua gente e os costumes locais serviram de inspiração para o trabalho da designer Amanda Soares. A característica peculiar da região provocou o impulso criativo da artista para produzir estampas com a temática do povoado. O resultado são imagens que podem ser vistas na exposição Ilha do Ferro: uma iconografia do povoado, a partir da próxima sexta-feira, 10, às 19h, no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (MTB).
O trabalho da artista foi o único classificado para exposição temporária em 2015. A designer participou da seleção através do edital publicado no final de 2014, com o objetivo de escolher dois trabalhos para exposições deste ano. Amanda, que havia acabado de apresentar seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com o tema Apresentando a Ilha do Ferro à cultura local através do design de superfície, não pensou duas vezes em aproveitar a oportunidade para expandir seu trabalho para além dos muros acadêmicos.
Logo na entrada, o espaço Conhecendo a Ilha vai exibir fotografias panorâmicas da Ilha do Ferro, clicadas pela artista. Na etapa seguinte, são apresentadas as dezenove estampas, impressas em tecido, com legenda explicativa. Algumas dessas estampas podem ser vistas também em fotografias de um editorial de moda, produzido pela designer.
A mostra, cuja curadoria é assinada pelo ilustrador Pedro Lucena, terá dois ambientes distintos. O trabalho desenvolvido por Amanda faz referência às esculturas em madeira, ao bordado Boa Noite (a outra arte produzida no local), à arquitetura urbana da ilha, ao ato criativo dos artistas locais, às flores, à caatinga, ao solo rachado, entre outros aspectos do lugar.
A exposição é gratuita e ficará em cartaz até o dia 30 de maio, no horário de funcionamento do Museu, de terça a sexta (das 8h às 17h), aos sábados (das 14h às 17h).
Mais informações pelos telefones 3214-1716/1710/1715.
Conheça a artista
Desde a infância, Amanda é apaixonada por moda. Aos 16 anos de idade, começou a customizar as próprias roupas. Com 18 anos, fez um curso de corte e costura. Por isso, em seu TCC, a designer optou por apresentar essas estampas em roupas como camisetas e vestidos. Para a exposição do Museu, além do vestuário, a artista também imprimiu suas estampas em pôsteres, capas de celulares e adesivos (esses itens estarão à venda na abertura da exposição).
A artista afirma que o seu projeto se propõe a unir a cultura local e a criação em Design. Essa combinação da cultura tradicional com um projeto contemporâneo rendeu uma nova leitura à iconografia do povoado "Era preciso fazer a conexão de forma satisfatória. Ao buscar elementos da cultura tradicional que se transformem em imagens contemporâneas, por meio de estampas, traduzimos a cultura local para o mundo globalizado, levando nossa identidade mesmo que de forma subjetiva, para que Alagoas e demais estados vejam nossa cultura sob outra perspectiva", ressaltou Amanda.
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