Acusado de estupro é inocentado mediante exame de DNA
O resultado do exame de DNA, que comparou o material genético de Valdenei Rodrigues com o semêm do estuprador colhido no corpo de uma das vítimas, comprovou que ele é inocente. Valdenei Rodrigues de Oliveira , conhecido como “Xuxo”, está detido há mais de três meses no presídio do Agreste por ter sido reconhecido por algumas vítimas de que era o homem que estava praticando estupros na região do Agreste.
Os advogados Aquiles Silva dos Santos e Anderson Ricardo Vieira, que fazem a defesa do Valdenei Rodrigues, afirmam que o resultado do exame denuncia a falha no processo de investigação policial que resultou na prisão do cliente deles, em janeiro desse ano.
Aquiles Silva aponta como um dos erros da polícia civil nesse processo, a forma como fizeram o reconhecimento. “O suspeito tem as mesmas características físicas de Valdenei Rodrigues, alto, moreno e gordo. Então colocaram quatro pessoas brancas, bem vestidas e o meu cliente para serem reconhecidas pelas vítimas. Ele era o único negro, o que levou a indução do reconhecimento”, afirmou o advogado.
Outra falha apresentada pela defesa é que as vítimas afirmaram que a moto usada pelo estuprador era uma Bross de cor preta, enquanto a moto de Valdiney Rodrigues é uma motocicleta modelo XRE 300 preta. Segundo os advogados Valdiney Rodrigues foi confundido como sendo o suspeito de ter praticado os estupros , por ter tido a infeliz coincidência de estar em uma comunidade rural visitando parentes no mesmo dia em que aconteceu um estupro.
Com o resultado do exame de DNA o Ministério Público já pediu o arquivamento do processo no município de Taquarana. Os advogados entraram na justiça com o pedido de liberdade do cliente.
A defesa está aguardando o resultado do outro exame de DNA, de um processo onde o cliente também é acusado de estupro no município de Limoeiro de Anadia. Todos os exames de DNA estão sendo realizados em laboratório particular porque o estado não está liberando esse tipo de exame pela rede pública.
“ Se nosso cliente não tivesse condições financeiras de custear os exames poderia ser condenado a dez anos de prisão . Quando tudo terminar vamos processar o Estado por danos morais. Que esse caso sirva de alerta para que outros erros grosseiros não sejam cometidos resultando na condenação de inocentes”, finalizou Aquiles Silva.
Veja o resultado do exame de DNA aqui
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