Elaine Kundera vai denunciar ao MP atentado que sofreu em bar de Maceió
Na tarde desta segunda-feira (22), a cantora Elaine Kundera pretende denunciar ao Ministério Público Estadual o atentado que sofreu na última sexta-feira (19) em um bar localizado no bairro Mangabeiras, em Maceió. A cantora arapiraquense foi atingida por estilhaços, após uma sargento da Polícia Militar ter efetuado disparos de arma de fogo em sua direção.
Elaine Kundera será ouvida pelo promotor Flávio Costa, da Promotoria de Controle Externo, que apura desvios de conduta da prática policial. Em contato com a reportagem do portal 7 Segundos, o promotor afirmou que primeiro vai ouvir a denunciante para somente depois, divulgar qual o procedimento adotado nesse caso.
“Poderá ser aberto um procedimento correcional ou até um inquérito policial, tudo vai depender dos fatos e das provas que envolverem a denúncia”, afirmou Flávio Costa.
Elaine Kundera, que é natural de Arapiraca, gravou um vídeo emocionante sobre o trauma sofrido. A cantora disse que viveu momentos de terror na noite do atentado e só não morreu porque a sargento Léa Soares, apesar de ter apontado a arma para a cabeça da cantora, efetuou três disparos em direção aos pés. Ela agradeceu a família, amigos e as autoridades policiais pelo carinho, respeito e atenção como foi tratada. Veja o vídeo aqui.
GGAL
O grupo Gay de de Alagoas também vai acompanhar a cantora Elaine Kundera e Neide Lima - proprietária do bar, onde aconteceu o atentado.
Segundo testemunhas essa não é a primeira vez que a agressora e o esposo, sargento e coronel da PM respectivamente, teriam agredido as proprietárias do bar, e frequentadores, em outros momento anteriores.
Relatos apontam que a militar sargento Léa Soares, que mora nas proximidades do bar, entrou no estabelecimento com um revólver e efetuou tiros, após ter se irritado com um possível “som alto”, além do ocorrido, a mesma teria feito ameaças logo após, que voltaria ao estabelecimento com uma metralhadora, segundo testemunhas.
“Houve sim aversão homofóbica e abuso de poder por parte da agressora e seu esposo”, afirmaram várias testemunhas.
De acordo com a proprietária do bar, Neide Lima, o som do estabelecimento respeita os limites sonoros previstos em Lei e a confusão teria sido originada ainda com o esposo de Léa, um coronel identificado apenas como Assis. O militar teria invadido o estabelecimento sob o mesmo pretexto de fechar o local.
“Vamos pedir não só que o MP se envolva neste caso, mais para que a Corregedoria da PM leve o caso adiante para apurar os fatos. Lamentamos todo este ocorrido, ao mesmo tempo em que nos preocupamos com a integridade física das vitimas”, afirmou o presidente do GGAL, Nildo Correia.
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