Trump diz que queda de caça dos EUA não mudará negociações com Irã
Donald Trump afirma que incidente envolvendo caça norte-americano no Irã não muda o rumo da guerra nem das negociações por paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta sexta-feira (3/4) a queda de um caça norte-americano em território iraniano e afirmou que o episódio não altera o curso da guerra nem das negociações com o Irã.
Em entrevista à emissora norte-americana NBC News, Trump adotou um tom direto ao comentar o caso.
“Não, de jeito nenhum. Não, é guerra. Estamos em guerra”, disse.
O presidente também se recusou a dar detalhes sobre a operação de busca e resgate iniciada após o incidente.
Queda da aeronave
A queda da aeronave ocorreu durante uma missão no Irã. Segundo relatos da imprensa norte-americana, dois tripulantes se ejetaram antes do impacto. Um deles foi resgatado, enquanto o outro permanece desaparecido.
A operação de buscas mobiliza forças dos Estados Unidos em meio a um cenário de alta tensão. Autoridades iranianas afirmam que o piloto pode ter sido localizado por forças locais e chegaram a anunciar recompensa por informações sobre seu paradeiro.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou ter abatido o caça e afirmou que a aeronave foi “completamente destruída”.
Em uma segunda entrevista, Trump evitou comentar como reagiria caso o militar desaparecido fosse capturado. “Esperamos que isso não aconteça”, afirmou.
Tom duro permanece
Mesmo diante do episódio, o presidente voltou a ampliar o tom agressivo do discurso. Em publicações nas redes sociais, sugeriu que os Estados Unidos poderiam assumir o controle do petróleo da região e mencionou a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do comércio global de energia.
“Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, pegar o petróleo e fazer uma fortuna”, escreveu.
As declarações ocorrem em meio à escalada do conflito. Na véspera, Trump confirmou um ataque contra uma importante infraestrutura iraniana, que deixou mortos e dezenas de feridos, ampliando a pressão militar sobre Teerã.
Em resposta, autoridades iranianas criticaram as ações e afirmaram que ataques a estruturas civis não mudarão a posição do país.
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