Debate sobre crise no setor sucroalcooleiro lota plenário
Um plenário lotado debateu, na manhã desta terça-feira, 30, a crise por que passa o setor sucroalcooleiro em Alagoas. A audiência pública foi proposta pelo deputado Galba Novais (PRB) e pela deputada Jó Pereira (DEM). No Estado, o cenário é o de fechamento de usinas e, por consequência, o aumento no número de desempregados. A sessão foi dirigida pelo presidente Luiz Dantas, que fez questão de destacar a importância do setor para a economia do Estado e ofereceu o apoio do Parlamento. "Estamos juntos em busca de uma solução; vamos produzir um documento para levarmos ao governador do Estado e à Presidência da República, para sairmos, o mais rápido possível, dessa crise", declarou o chefe do Legislativo.
O deputado Galba Novaes se disse surpreso com a situação e informou que irá propor a criação de um Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético. "Para que se possa dar apoio à categoria. Você tem um setor onde circula um terço dos recursos do Estado. É necessário que se faça um planejamento, para que Alagoas tenha até um incremento na sua receita", declarou Galba.
Para a deputada Jó Pereira, os principais objetivos da audiência foram trazer para o Parlamento uma explanação sobre as dificuldades enfrentadas pela categoria e se encontrar um meio de contribuir para resgatar o setor. "Gostaria de destacar o que está escrito em uma das faixas trazida por um dos elos da cadeia sucroenergética do Estado, que diz : Usinas fechadas, trabalhadores sem emprego, fornecedores falidos. Você tem nessa frase, no mínimo, três elos de uma cadeia que representa 20% do PIB de Alagoas. Um setor economicamente organizado e que precisa hoje do suporte do poder público para continuar oferecendo à nossa população postos de trabalho, renda e tributos aos cofres do nosso Estado", disse a parlamentar.
Pedro Robério, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas, destacou a iniciativa da Assembleia em levantar o debate sobre o assunto e classificou o atual momento como o pior já vivido pelo setor. Robério acredita que as ações para se tentar resgatar as atividades se baseiam em três pontos: a retomada da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) no mesmo valor equivalente ao da sua criação em 2002; uma equiparação do ICMS sobre o álcool e sobre o açúcar com os demais estados da região; e a permissão da venda direta de etanol das usinas para os postos de combustíveis. "Nas últimas três safras deixou de circular no Estado R$ 3 bilhões, o que corresponde a um terço do orçamento de Alagoas. Dos 102 municípios alagoanos, 54 produzem cana-de-açúcar. Na cadeia produtiva sucroenergética, serralharias, metalúrgicas e oficinas giram em torno das usinas e tudo isso está quebrado", declarou o representante do sindicato.
Também estiveram presentes ao debate os deputados Bruno Toledo (PSDB), Edval Gaia (PSDB), Ronaldo Medeiros (PT), Inácio Loiola (PSB), Francisco Tenório (PMN), Antonio Albuquerque (PRTB) e Carimbão Júnior (PSB), além de autoridades e entidades ligadas ao setor.
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