Servidores do IFAL, em greve, rejeitam proposta do Governo e definem pela realização
Os servidores do IFAL realizaram a assembleia geral da greve na manhã desta terça-feira, 30, no hall da Reitoria. Na ocasião, foi rejeitada a proposta do Governo Federal, de reajuste salarial abaixo da inflação, e decido pela realização de um ato durante a próxima sessão do Conselho Superior, no dia 6 de julho.
A greve no IFAL, iniciada dia 15 de junho, conta com a adesão de TAEs em 14 câmpus e na Reitoria, além dos professores do Câmpus Murici. A expectativa da categoria é que a greve se amplie entre os docentes após a proposta de reajuste do Governo Federal que gera perdas salariais para os próximos 4 anos.
"Dados do banco central apontam a inflação de 9% e o governo está propondo 5,5% para 2016. Esquece as perdas que tivemos nos últimos anos, fazendo parecer que a vida só começa a partir de 2016. Essa proposta já foi rejeitada pelo fórum de servidores públicos federais porque economicamente é muito ruim e, também, porque cria uma amarra para a campanha salarial nos próximos 4 anos", afirmou Fabrício Tavares, professor do câmpus Marechal Deodoro.
O Fórum de Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, por levar em conta as perdas salariais nos últimos anos e a projeção para os próximos, não aceita a proposta de 21,3% parcelado em 4 anos e defende 27,4% em uma única parcela, em janeiro de 2016.
REIVINDICAÇÕES
A assembleia de servidores reforçou, que além do reajuste, das 30 horas e do combate ao ponto eletrônico, a categoria luta também por melhores condições de trabalho, contra o corte de verbas na educação, pelo pagamento de auxílio transporte, pela criação do auxílio interiorização e defende a implantação do RSC para TAEs e aposentados.
O arquivamento do PAD, resultante da última greve, e o compromisso de não haver perseguição dos gestores aos grevistas também foram pontos votados pela categoria.
ATO NO CONSUP
Dia 6 de julho, data da próxima reunião do Conselho Superior do IFAL, será realizado um ato em defesa da aprovação da minuta da flexibilização da jornada de trabalho dos TAEs.
Para o sucesso dessa reivindicação, a assembleia definiu que os servidores devem participar em peso dessa atividade. "Temos que ter o máximo de pressão aqui dentro da reitoria, colocar muita gente e demonstrar força", convocou a representante do comando de greve, Francine Lopes.
A aprovação da Minuta representará um grande avanço na luta pelas 30 horas, entretanto a reivindicação dos TAEs não se restringe à Minuta. "É bom lembrar que a Minuta avança na interpretação da lei para facilitar a jornada flexibilizada, mas a última palavra, nesse caso, é do Reitor. Temos que manter firme a luta pela aprovação do texto na íntegra, como também por concurso público e melhores condições de trabalho", afirmou Jaqueline Lima, representante dos TAEs no Conselho Superior.
OUTRAS DELIBERAÇÕES
A assembleia deliberou também que Mayara Esteves, servidora do câmpus Satuba, represente os servidores em greve do IFAL na 132ª Plena do SINASEFE, que será realizada nos dias 4 e 5 para debater a greve nacional da entidade.
Por fim, ficou definido que uma comissão entregará o documento solicitando parecer sobre o ponto docente direto ao Procurador, caso o pedido já protocolado não tramite durante essa semana, ou seja, continue parado no Gabinete da Reitoria.
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