Colete sem qualidade pode ter facilitado morte de policial rodoviario de Alagoas
O programa Fantástico destacou neste domingo(05), o caso do policial rodoviário federal alagoano, morto há dois meses após um tiro furar seu colete, em Ouro Branco município localizado no sertão de Alagoas.
A matéria aponta os riscos que todos os policiais federais podem estar correndo devido a qualidade desses coletes à prova de balas usados diariamente pelos agentes. Um que foi preso em flagrante, atirou três vezes no policial, que morreu antes de receber qualquer tipo de socorro. Equipes de socorro afirmam que o colete foi furado na ação criminosa. Perícia não foi concluída.
O Fantástico conseguiu o laudo do Instituto Médico Legal. Ele mostra que um dos tiros atingiu o hipocôndrio esquerdo de Luiz de Gonzaga. Nas fotos tiradas por um policial logo depois do crime, há um furo no colete bem no local que deveria proteger essa região do corpo.
Segundo a reportagem, foi diretoria de fiscalização de produtos controlados do Exército que testou e autorizou a fabricação do colete, que deveria suportar até tiro de calibre ponto 44. Mas o policial morreu com disparos de um calibre 38. Logo, o policial Luiz de Gonzaga, que poderia estar usando um colete que não o estava protegendo, tinha 63 anos de idade.
“Meu pai era apaixonado pelo que ele fazia. Tanto é que ele poderia já ter se aposentado e optou por continuar trabalhando, servindo a sociedade, defendendo a farda, a instituição que ele tanto amava”, diz a filha de Luiz, Luciana Santos Fontes.
Outro filho do policial considerou a situação absurda. “A gente perdeu o nosso pai por falta de condições de trabalho. Isso é absurdo”, lamenta Leandro Fontes Pereira, filho do policial.
O presidente da Federação Nacional da Polícia Rodoviária Federal, Pedro Cavalcante, disse que está acompanhando o caso. “Todos os policiais estão trabalhando com extrema insegurança. A gente inclusive está acompanhando de perto para que seja esclarecido essa ocorrência”, diz Pedro Cavalcante.
Coletes da mesma empresa, também aprovados pelo Exército, foram testados esta semana pela Polícia Militar de São Paulo. Os tiros furaram os equipamentos de proteção que iriam para a Rota, uma tropa de elite do estado.
A PM informou que usa diversas marcas de coletes e que devolveu o lote de 400 que foi reprovado à fabricante: a Companhia Brasileira de Cartuchos. Em nota, a empresa informou que "está realizando uma série de averiguações técnicas para identificar as causas do ocorrido". Quanto à morte do policial Luiz de Gonzaga, a empresa disse que aguarda a conclusão da perícia.
Domingo passado (28), o Fantástico mostrou que existem acusações graves de corrupção contra a diretoria de fiscalização de produtos controlados do Exército. Pelo menos 12 militares são investigados. Eles são suspeitos de cobrar propina para liberar produtos que não protegem como deveriam.
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