Ministério da Saúde lança estratégia para reduzir partos cesarianos
Para reduzir o número de partos cesarianos realizados no Brasil, o Ministério da Saúde publicou recentemente uma portaria enumerando medidas para diminuir essa prática. O País ainda é recordista quando se fala sobre a quantidade desses procedimentos, que deveria ser em até 30% do total desse tipo de cirurgia.
“Entre as medidas que constam na portaria estão a apresentação de um partograma pela unidade de saúde detalhando o desenvolvimento do trabalho de parto e das contrações maternas”, explicou Syrlene Patriota, coordenadora estadual da Rede Cegonha.
A portaria do Ministério da Saúde também exige que todo procedimento deve ser justificado por necessidades clínicas. “As medidas buscam impedir que os partos sejam agendados sem que a mulher esteja em trabalho de parto salvaguardando a saúde da mãe e protegendo o desenvolvimento natural do bebê”, destacou Syrlene.
A coordenadora ressaltou que no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) o número de partos cesarianos realizados deve ser controlado pelos gestores das unidades de saúde. Syrlene Patriota explica que o número de procedimentos deve ser acompanhado por cada profissional de obstetrícia. “Sempre que um médico realizar partos cesarianos muito acima da média da unidade o caso deve ser analisado pela gestão”, ressaltou.
As equipes das unidades de atenção básica também devem informar para suas pacientes sobre a importância do parto normal, esclarecer dúvidas e tentar diminuir medos e mitos que cercam o procedimento. Syrlene lembrou, ainda, que toda transferência indicada deve justificar clinicamente as transferências da paciente para as maternidades.
O parto normal garante uma recuperação mais rápida para a mãe que recebe alta, em média, 48 horas após o nascimento do bebê como atesta a enfermeira Alda Pontes, da Maternidade Escola Santa Mônica.
“Muitas mulheres possuem uma resistência em relação ao parto normal, porém a recuperação é muito mais rápida e os riscos de complicações, como infecções e até óbito das crianças, são menores”, explicou Alda, que exemplifica com conhecimento de causa. “Fui mãe de três crianças, todas nascidas de parto normal. Eu recomendo às mulheres que se informem sobre o parto normal e lembrem-se de discutir a melhor opção com o seu médico”, destacou.
Satisfação
Já a jovem mãe Elaine de Oliveira, que passou pelo procedimento normal, revelou estar satisfeita com a experiência. “Meu filho está bem e eu estou me recuperando normalmente. Estou feliz com o cuidado que recebi da equipe da Santa Mônica que me atendeu de forma muito sensível e profissional”, destacou.
Em Alagoas existem maternidades públicas nos municípios de Maceió, União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Penedo, Coruripe, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia.
A Rede Cegonha é um programa do governo federal que propõe a melhoria do atendimento às mulheres durante a gravidez, no parto, pós-parto, ao recém-nascido e às crianças até dois anos de idade.
O programa propõe a realização de exames de pré-natal, com acesso aos resultados em tempo oportuno, prevenção e tratamento de doenças infecciosas como Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), a exemplo da AIDS.
Também cabe à Rede Cegonha atuar para assegurar o número adequado de leitos obstétricos e neonatais suficientes, acompanhamento da puérpera e da criança na Atenção Básica, além de orientação para planejamento familiar e oferta de métodos contraceptivos.
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