Inovação é destaque da incubadora de base tecnológica, diz técnica da UFRJ
De acordo com a Universidade Federal de Pelotas(UFPel), situada no Rio Grande do Sul, a incubadora de base tecnológica “é um ambiente formado para abrigar empresas cujos processos, produtos ou serviços são gerados a partir de resultados de pesquisas básicas ou aplicadas nos quais a ciência e a tecnologia geram inovação e representam valor agregado”.
A incubadora tem como foco a criação de empresas com base no conhecimento tecnológico adquirido em centros e grupos de pesquisa da universidade, confirmou à Agência Brasil a gerente da Incubadora de Empresas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Lucimar Dantas. A atuação da incubadora da Coppe-UFRJ está focada principalmente nas áreas de petróleo e gás, energia, meio ambiente, biologia e tecnologia da informação (TI).
Diferentemente de outras instituições que têm a etapa de pré-incubação, mais voltada à elaboração e desenvolvimento da ideia do negócio que vai ser residente, a incubadora da Coppe já começa na fase de incubação, onde vai oferecer infraestrutura física (salas para instalação das empresas, internet, telefonia, entre outros serviços) e mais um pacote para o desenvolvimento do negócio.
O típico empresário de uma empresa nascente incubada é um aluno recém-saído da universidade. “É alguém que conhece muito da tecnologia, mas tem uma fragilidade grande na área de negócio”. Por isso, o pacote de desenvolvimento do negócio prepara o empreendedor para lidar com outras variáveis que não apenas a tecnologia. Esse pacote é composto por assessorias individuais, treinamento, capacitação e acompanhamento pela equipe da incubadora. Questões jurídica e contábil, finanças, 'marketing' integram a gestão da empresa, que é acompanhada pela coordenação da incubadora.
As incubadoras convivem com empresas que estão nascendo. “Elas estão aqui para decolar”, ressaltou Lucimar Dantas. Ao chegarem a uma incubadora, as companhias emergentes estão ávidas por orientação. No primeiro ano, há um reforço na formação do empreendedor, treinamento, modelagem do negócio. A partir do segundo ano, começa um desenvolvimento mais comercial, com a chegada ao mercado, que “é muito dura para uma empresa inovadora”. Na reta final, ocorre uma aceleração comercial “pra valer”, salientou a gerente da incubadora da Coppe-UFRJ.
O ciclo regular de incubação são três anos, prorrogáveis por mais dois. Mas não necessariamente a empresa incubada tem que cumprir esse prazo de cinco anos, observou Lucimar. “Ela pode sair antes. Não é o mais comum, mas é possível”. O tempo de incubação tem a ver com a natureza do negócio. Empresas com produtos, serviços ou processos com mais inovação e tecnologia necessitam de um maior tempo de maturação do que outros que desenvolvem negócios mais digitais, por exemplo, para os quais em três anos já dá para a empresa incubada mapear a viabilidade da ideia e “bater asas para voos maiores”, completou Lucimar.
Desde o primeiro mês de incubação, as empresas nascentes pagam uma taxa que dá direito à infraestrutura física e ao pacote de desenvolvimento do negócio. Dependendo do espaço ocupado, a taxa cobrada pelas incubadoras no país é variável. No caso da Incubadora de Empresas da Coppe-UFRJ, o valor médio mensal atinge R$ 1 mil. As salas onde as empresas são instaladas variam de 20 metros quadrados a até 120 metros quadrados. Nessas últimas, mais voltadas a empresas nascentes da área de petróleo e gás, os custos são maiores.
Primeira incubadora de base tecnológica da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Conectar viabiliza a operacionalização dos processos de pré-incubação, incubação e pós-incubação de empresas nascentes, envolvendo assessorias em gestão, comunicação visual e 'design', comunicação e infraestrutura.
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