Ex-policial acusado de matar pecuarista vai a júri
O ex-policial militar Manoel Bernardo de Lima Filho, um dos acusados de assassinar o pecuarista José Cardoso de Albuquerque, pai do cantor Geraldo Cardoso, vai a júri popular nesta quarta-feira, às 9h, na Comarca de Palmeira dos Índios.
O julgamento será realizado na sede do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), sob a presidência da juíza Luana Freitas. A acusação será feita pelo promotor Fábio Vasconcelos, com assistência do advogado Thiago Pinheiro.
Manoel Bernardo de Lima Filho será o único acusado a sentar no banco dos réus, devido ao falecimento de outros envolvidos no crime, entre eles o delegado Ricardo Lessa. O ex-policial foi preso em 2008, em São Paulo, e já havia sido condenado por outros homicídios, além de ser apontado como integrante de um grupo de extermínio.
O Ministério Público requisitou auxílio da 17ª Vara Criminal para o caso, em razão dos indícios de que se tratava de uma organização criminosa. De acordo com os autos, os autores intelectuais do crime, revelados após a prisão do réu, seriam o ex-prefeito de Quebrangulo Frederico Maia Filho, conhecido como “Mainha” e sua esposa Cleusa.
José Cardoso de Albuquerque foi morto com vários disparos de metralhadora M16 e revólver 38 no dia 27 de setembro de 1989, no interior da loja Bilá Auto Peças, no Centro de Palmeira dos Índios.
O pecuarista era suspeito de participação em roubos de gado no interior do Estado. Segundo testemunhas, no dia do crime, José Cardoso vinha sendo seguido por Ricardo Lessa e sua equipe desde um trecho em Canafístula.
Ao chegar em um posto de combustíveis em Palmeira dos Índios, a vítima foi chamada pelo Sargento Góes para ir até a delegacia, onde encontrou os delegados Eduardo Mala e Ricardo Lessa.
Ao tomar conhecimento que iria ser deslocado para o município de Viçosa, ocasião em que Lessa teria dito que o mataria no meio da estrada, José Cardoso tentou fugir entrando na loja de auto peças, da qual era cliente, pedindo socorro e gritando que queriam lhe matar. Como não havia saída pelos fundos, ele foi acuado e morto sem chances de defesa.
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