Polícia e MP garantem segurança da imprensa
Instituições e entidades se reunem para assegurar a cobertura jornalística do Campeonato Alagoano de Futebol 2016. O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira (29), a pedido do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal).
O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE) e a Polícia Militar assumiram o compromisso de agir no sentido de salvaguardar a segurança dos profissionais de comunicação que trabalham nos estádios.
O motivo doencontro se deu após supostos torcedores do Centro Esportivo Alagoano (CSA) agirem com comportamentos hostil e agressivo contra equipes da TV Pajuçara.
As medidas serão adotadas a partir deste próximo final de semana.
"O Ministério Público está solidário a essa preocupação e vai começar a atuar. Vou contactar os dirigentes dos clubes e das torcidas organizadas e cobrar deles que respeitem o trabalho dos jornalistas, radialistas e fotógrafos que fazem a cobertura dos jogos", afirmou o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá.
Jucá também destacou que o trabalho dos profisisonais da imprensa é muito importante, sobretudo para quem não pode ou prefere não ir ao campo e ouve ou assiste a disputa entre os times de casa.
"É através da imprensa que ficamos sabendo dos resultados dos jogos. Além disso, eles estão ali para cumprir um dever, não vão aos estádios como torcedores. É preciso que as torcidas saibam separar isso", destacou Sérgio Jucá.
Além do Ministério Público e do Sindjornal, também acompanharam as discussões a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação dos Cronistas Desportivos de Alagoas (ACDA) e a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (Arfoc).
Preocupação da categoria
Flávio Miguel Peixoto, presidente do Sindjornal, informou que essa não foi a primeira vez que isso aconteceu e que esse tipo de comportamento já foi registrado em anos anteriores.
"O problema é que, agora em 2016, as ocorrências tomaram proporções maiores. Um carro da TV Pajuçara foi alvo de socos e pontapés no último final de semana e, nas redes sociais, houve comentários ameaçadores contra repórteres. Não podemos permitir que os colegas trabalhem num clima de medo. Por isso recorremos ao Ministério Público", disse ele.
Aílton Cruz, da diretoria da Arfoc, lembrou que ele próprio já foi vítima de agressão enquanto trabalhava numa cobertura de jogo.
“Nós precisamos nos concentrar no que estamos fazendo. No meu caso, por exemplo, preciso garantir boas fotos para o jornal do dia seguinte. Então, como poderei trabalhar com tranquilidade, sabendo que, a qualquer momento, pode acontecer algo contra mim”, questionou ele.
Na mesma linha de raciocínio se posicionou Jorge Torres, presidente da ACDA.
“Há alguns dias, no Rei Pelé, estávamos na tribuna de imprensa, narrando um jogo, e, de repente, começaram a ser arremessados alguns objetos contra nós. Por sorte, não foi nada capaz de nos machucar. Mas, poderia ter sido. Na última quarta-feira tivemos dois policiais militares que ficaram próximos a tribuna, o que nos deu um pouco mais de tranquilidade. Entretanto, essa não pode ser a regra, não temos que precisar de segurança para desenvolver o nosso trabalho”, disse ele.
Também presente à reunião, o subcomandante-geral da Polícia Militar, coronel Louvercy Monteiro de Oliveira, assegurou que a corporação vai traçar um plano de ação para garantir a segurança dos jornalistas, radialistas e fotógrafos e, para cada nova partida, traçará um esquema de trabalho diferente para os PMs, a fim de que eles possam atuar nas duas esferas: na defesa do público presente ao estádio e, claro, na proteção à imprensa.
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