WhatsApp passa a alertar usuários sobre criptografia
Após diversas brigas judiciais, o WhatsApp começou a emitir nesta terça-feira (5) um alerta aos usuários sobre a criptografia das mensagens trocadas pelo aplicativo de mensagens.
"As mensagens que você enviar para esta conversa e chamadas agora são protegidas com criptografia de ponta a ponta", informa o comunicado, exibido a cada conversa iniciada.
O alerta é uma referência à conclusão do sistema de proteção de dados do aplicativo. "Hoje, estamos orgulhosos de anunciar que concluímos um desenvolvimento tecnológico que faz WhatsApp um líder na proteção da sua comunicação privada: criptografia completa end-to-end", informou o WhatsApp em seu blog.
Com explica o aplicativo, de agora em diante, cada chamada e cada mensagem, foto, vídeo, arquivo e mensagem de voz que o usuário enviar será criptografada por padrão, incluindo conversas em grupo. "A ideia é simples: quando você envia uma mensagem, a única pessoa que pode lê-la é a pessoa ou grupo de destino. Ninguém pode ver dentro dessa mensagem. Nem os cibercriminosos. Nem hackers. Regimes não opressivos. Nem mesmo nós."
O que intriga na mensagem é a palavra "agora", já que o WhatsApp sempre citou o sistema de criptografia para se defender das recorrentes investidas da Justiça em busca de informações de usuários.
"Mesmo antes deste anúncio, a comunicação do WhatsApp entre o seu telefone e o nosso servidor já era criptografado. Mas a criptografia de ponta a ponta - que garante que as mensagens estão seguras enquanto estão em trânsito entre os celulares das pessoas - oferece um nível mais alto de segurança", apontou a assessoria de imprensa da empresa.
Problemas com a Justiça
Em 1º de março, a Polícia Federal prendeu o vice-presidente do Facebook na América Latina, o argentino Diego Jorge Dzodan, após reiterado descumprimento de ordens judiciais que solicitavam informações contidas no WhatsApp para produção de provas a serem usadas em investigação de crime organizado e tráfico de drogas.
Na ocasião, Matt Steinfeld, diretor de comunicação do WhatsApp, informou que não adianta o Judiciário do país pedir informações como dados de perfis dos usuários ou o conteúdo das mensagens trocadas, porque a empresa não teria essa informação.
Steinfeld afirmou que há dois anos a empresa estava adotando a criptografia end-to-end (ponta a ponta), que embaralha as mensagens em números e letras. O único dado que fica nos servidores da companhia, na Califórnia, segundo ele, são os números dos telefones celulares.
Já em dezembro do ano passado, a Justiça brasileira mandou suspender o app por motivo parecido, com base na lei do Marco Civil da internet, que exige que serviços ofertados no país respeitem a legislação brasileira. O bloqueio devia durar 48 horas, mas no fim o aplicativo ficou doze horas fora do ar.
Em fevereiro do mesmo ano, foi a vez da Justiça de Teresina, no Piauí, que também determinou a suspensão do WhatsApp por não cumprir decisões judiciais. Mas as operadoras recorreram e o aplicativo não teve seu funcionamento suspenso.
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