Por causa da crise, Dia das Mães será o mais econômico desde 2007, aponta FGV
As mães devem esperar presentes mais simples e mais baratos dos filhos neste domingo (8), de acordo com a Sondagem do Consumidor, especial Dia das Mães, divulgada hoje (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento aponta que, por causa do pessimismo em relação à situação financeira das famílias, o consumo na data comemorativa este ano será o menor desde o início da série histórica, em 2007.
Em 2015, 39% dos consumidores pretendiam gastar menos que ano anterior. A proporção subiu 13 pontos percentuais e este ano, 52% dos filhos pretendem investir menos no presente. Apenas 3% querem gastar mais que no ano passado, metade do percentual de 2015 e o menor índice desde 2007.
A cautela do consumidor em relação às compras é observada em todos os níveis de renda, de acordo com a pesquisa. As famílias com renda familiar até R$ 2,1 mil apresentaram os números mais conservadores: 64,5% dos consumidores nessa faixa pretendem gastar menos este ano com os presentes. Em 2015, eram 46,7%.
O valor médio do presente para o Dia das Mães em 2016 será de R$ 56, o que representa uma queda real de 17,2% em relação ao valor médio de 2015, e de 21,5% em relação à média dos três anos anteriores, segundo a FGV.
Em 2016, a faixa de renda familiar de mais de R$9,6 mil mensais foi a que mais contribuiu para a redução do preço médio de presentes, com variação negativa de 29% em relação a 2015, ao passar de R$87 para R$62,3.
Preferências
Os itens de vestuário continuam a liderar a preferência dos consumidores para a ocasião. Entre os presentes mais citados, houve aumento expressivo da frequência de menções a flores e perfumes, que, juntos, representam 20,5% da preferência dos consumidores para presentear as mães este ano.
A produtora de eventos Luisa Lopes, 45 anos, contribui há alguns anos para a queda no valor médio do presente de Dia das Mães. Desde 2010, ela e a família combinaram de deixar os presentes comprados de lado e investem nos comes e bebes da reunião familiar. “Minha filha, que está com 13 anos, me escreve um cartão todos os anos. Decidimos que não deveríamos contribuir para esse lado comercial do dia e aproveitar a data para reunir a família e passar um bom momentos juntos, com boa comida e um bom vinho”, disse.
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