Deu certo: iniciativa de agricultoras incentiva empreendedorismo no interior de AL
Uma iniciativa que deu certo. Esta é a conclusão das agricultoras que fazem parte da Associação de Mulheres Produtoras de Broas e de outros produtos alimentares de Taboquinha - Asprobroas, de Arapiraca, que não se limitaram ao trabalho da roça, e hoje também trabalham na fabricação de doces, bolos e broas. O empreendimento, iniciado em 2010, ampliou a renda das famílias e implementou novas opções de compras e vendas na zona Rural da capital do Agreste.
"Coloquei meu nome sem muita vontade de participar, mas agora, se me perguntam se quero sair, eu não quero. Foi bom para a comunidade, que já sente falta se a gente não passa nas portas para vender", afirma uma das associadas.
Mas o impacto das vendas não está restrito à zona Rural. Boa parte do produto é vendido para o Centro de Arapiraca, em feiras livres, para programas governamentais e encomendado até para Maceió. As agricultoras estão agora negociando parcerias com outras prefeituras, a exemplo de Feira Grande.
São 23 mulheres que trabalham no projeto desde o cultivo dos alimentos na agricultura, até a fabricação de bolos, sucos, brigadeiros, doces, advindos da macaxeira. Todo o trabalho é realizado de terça a domingo, com descanso na segunda-feira. Já são cerca de 1.200 quilos de alimentos produzidos por mês.
"O projeto trouxe trabalho para a gente, que antes não tinha o que fazer. Antes as mulheres trabalhavam somente na roça, num período de seis meses, e os outros seis meses ficavam em casa", explica a presidente da associação, Diana Laurada Silva.
A Asprobroas nasceu por iniciativa das próprias produtoras, que tiveram o incentivo da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, e do Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater-AL), em que, a primeira as auxiliou com equipes técnicas para capacitação e a segunda auxilia, através de convênios, com maquinários próprios e na criação de projetos e participação em editais públicos.
"É um trabalho que tem que conscientizar um grupo de pessoas. A gente começa com a conscientização e depois com a capacitação. Não é somente criar a estrutura, mas criar uma associação que tenha sustentabilidade e capacidade de seguir seu próprio caminho", alega o subsecretário de agricultura de Arapiraca, Elielton Amaral.
As associadas, atualmente, recebem incentivo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), coordenado pelo Governo Federal, além do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
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