Caso Eric Ferraz: acusado de assassinar modelo é condenado a 32 anos e oito meses de prisão
Judarley Leite terá ainda que pagar indenização de R$ 20.000,00 à família de Eric Ferraz e R$ 10.000,00 à vítima sobrevivente Erica Ferreira; réu não poderá recorrer em liberdade
O réu Judarley Leite de Oliveira foi condenado, nesta quarta-feira (9), a 32 anos e oito meses de reclusão, a cumprir em regime inicialmente fechado, pelo homicídio duplamente qualificado do modelo Eric Ferraz e pela tentativa de homicídio simples de Erica Ferreira da Silva, atingida por um dos disparos durante a confusão. Os jurados não acolheram a tese de legítima defesa apresentada pelos advogados. O réu não poderá recorrer em liberdade.
Eric Ferraz foi baleado após desentendimento com os irmãos Judarley e Jaysley Leite de Oliveira em uma festa de Réveillon, no município de Viçosa, no dia 1º de janeiro de 2012. Durante a confusão, Erica Ferreira também foi atingida, mas sobreviveu.
O júri foi conduzido pelo magistrado John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal da Capital. Após aplicar a pena, o magistrado determinou que o réu pague uma indenização civil, por danos morais, de R$ 20.000,00 para a família de Eric Ferraz e R$ 10.000,00 para a vítima sobrevivente.
“Esperamos que o senhor não volte a cometer nenhum outro crime e que continue trabalhando no sistema prisional durante sua pena para que, no futuro, possa voltar a conviver com a sociedade. Peço a sua família que não o abandone durante esse tempo, mas houve um crime e ele deve ser penalizado”, disse o juiz.
Edglemes Santos, pai de Eric Ferraz, destacou que valeu acreditar na Justiça. “Esse resultado vai acalentar um pouco os nossos corações, agora a luta continua ainda porque tem o imão. Graças a Deus houve Justiça, eu acredito na Justiça do meu país, em especial na de Alagoas, que está de parabéns. E graças a imprensa que de uma forma ou de outra colaborou para o dia de hoje. Hoje vou dormir mais aliviado porque a Justiça foi feita”, afirmou.
“Essa pena não vai trazer o filho de vocês de volta, mas é um simbolismo de que ninguém deve cometer crimes”, afirmou John Silas para os familiares da vítima ao ler a sentença.
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