Defensoria Pública pede desocupação de escolas em Arapiraca
A Defensoria Pública em Arapiraca, através dos defensores públicos Marcos Antônio Silva Freire e Gustavo Barbosa Giudicelli, ingressaram com uma ação civil pública, nesta quarta-feira (16), em face do Estado de Alagoas e dos estudantes ocupantes das escolas estaduais Isaura Antônia de Lisboa, Lions Club e Senador Rui Palmeira (PREMEN), pedindo a desocupação das escolas ocupadas no Município, de modo a garantir o retorno das aulas e das demais atividades escolares.
Na semana passada, estudantes contrários as ocupações buscaram a Defensoria Pública relatando que as unidades foram ocupadas mesmo após a decisão da maioria, que votou pela manutenção das aulas. Os alunos pediam o auxílio dos defensores nas negociações para garantir o retorno das aulas.
Na mesma semana, os defensores realizaram reunião, na qual estiveram presentes representantes do movimento de ocupação da Escola Senador Rui Palmeira, e gestores de duas unidades e alunos contrários ao movimento. Os defensores mediaram o conflito e pediram aos estudantes que liberassem o funcionamento da direção e o retorno das aulas.
Os líderes afirmaram que era necessário deliberar em plenária com os demais estudantes e teriam uma resposta definitiva no início desta semana, mas nenhuma resposta foi enviada, o que para os defensores demonstra o claro interesse dos alunos ocupantes em não aceitar o retorno das atividades normais da Escola.
Por outro lado, o diretor da Escola Senador Rui Palmeira tomou todas as providências que lhe eram cabíveis para garantir o retorno das atividades, tendo confeccionado Boletim de Ocorrência junto à Delegacia de Polícia, bem como acionado o Estado, através dos seus órgãos competentes, sem que nenhuma providência fosse tomada.
Diante do impasse, a Defensoria ingressou ação pleiteando o fim da ocupação. “"Vale frisar que a Defensoria Pública não é contrária à manifestação dos estudantes do movimento de ocupação, e nem pretende entrar no mérito das reivindicações políticas desses estudantes. A ação visa apenas proteger o direito à educação daqueles alunos que estão sendo prejudicados pela interrupção das atividades escolares, colocando em risco, inclusive, o cumprimento do calendário escolar", pontuou o defensor público Gustavo Giudicelli.
O pedido ressalta que o cumprimento da medida deve ser executado com as cautelas devidas, com utilização de força policial, se necessário, com acompanhamento dos Conselheiros Tutelares locais e da própria Defensoria Pública do Estado e dos Diretores das respectivas escolas, além da identificação dos alunos e terceiros ocupantes das escolas. Pede ainda a determinação que o Estado providencie o retorno imediato das aulas e das demais atividades escolares, bem como para que não ocorram novas paralisações, garantindo-se o cumprimento do calendário escolar.
Últimas notícias
Flávio Dino autoriza nova investigação contra Lulinha, filho de Lula
Médica atropelada na Av. Fernandes Lima sai do coma após sete dias
Alexandre de Moraes determina inclusão de cotas para PCD no concurso da PMAL
Fisiculturista atropelado em Arapiraca passa por cirurgia de oito horas
Operação Ruptura prende três suspeitos e apreende armas em Coruripe
Prefeitura anuncia instalação da Supervisão Regional da Emater em Porto Calvo
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
