Brasil
Campanha vai usar redes sociais no combate ao trabalho infantil
Somente nas Regiões Norte e Nordeste, 1,7 milhão de crianças enfrentam o problema
09/10/2012 20h08
Mobilizar a sociedade contra o trabalho infantil e de adolescentes e mostrar como a prática pode ser reconhecida são os principais objetivos de uma campanha lançada hoje (9). Idealizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Fundação Telefônica Vivo, a campanha É da Nossa Conta! Trabalho Infantil e Adolescente visa a enfrentar o problema, que afeta 3,6 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, sendo 1,7 milhão nas regiões Norte e Nordeste.
A ideia é que as pessoas funcionem como multiplicadores de informação e chamando a atenção para a responsabilidade do cidadão. Além de utilizar as redes sociais para “viralizar” a campanha, os organizadores capacitarão 30 adolescentes sobre o assunto, sendo que 15 deles vão distribuir encartes para jovens em outras cidades onde a campanha será lançada. O projeto tem o apoio do desenhista Mauricio de Sousa, que produziu um gibi no qual seus famosos personagens explicam o que é trabalho infantil e adolescente.
O desenhista alertou para a dificuldade das orientações chegarem às famílias, que têm crianças trabalhando. “É muito triste e difícil transformar o assunto em uma revistinha que não deve ser muito pesada, mas temos feito isso e vamos continuar fazendo.”
A representante do Unicef, Adriana Alvarenga, destacou que as taxas de trabalho infantil têm reduzido no país, porém em ritmo lento. Dados indicavam 5,3 milhões de crianças e adolescentes trabalhando em 2004, 4,2 milhões em 2009 e os atuais 3,6 milhões. “Os números comprovam que o país pode, mas também comprovam que estamos indo devagar. Precisamos acelerar, pois são quase 4 milhões de meninos e meninas que têm sua infância roubada. Não podemos admitir isso”.
Ela defendeu a necessidade de políticas públicas para combater o trabalho infantil, com qualificação e geração de renda para famílias, além de garantir a frequência das crianças na escola.
A gerente de infância e adolescência da Fundação Telefônica Vivo, Patrícia Santin, disse que a entidade irá divulgar orientações por meio vídeos e canal exclusivo para adolescentes. “A ideia é mobilizar as pessoas para que elas não comprem produtos que tenham sido feitos por crianças, que votem em candidatos mobilizados com a questão, para que participem de discussões sobre o tema e denunciem.”
Fonte: Agência Brasil
A ideia é que as pessoas funcionem como multiplicadores de informação e chamando a atenção para a responsabilidade do cidadão. Além de utilizar as redes sociais para “viralizar” a campanha, os organizadores capacitarão 30 adolescentes sobre o assunto, sendo que 15 deles vão distribuir encartes para jovens em outras cidades onde a campanha será lançada. O projeto tem o apoio do desenhista Mauricio de Sousa, que produziu um gibi no qual seus famosos personagens explicam o que é trabalho infantil e adolescente.
O desenhista alertou para a dificuldade das orientações chegarem às famílias, que têm crianças trabalhando. “É muito triste e difícil transformar o assunto em uma revistinha que não deve ser muito pesada, mas temos feito isso e vamos continuar fazendo.”
A representante do Unicef, Adriana Alvarenga, destacou que as taxas de trabalho infantil têm reduzido no país, porém em ritmo lento. Dados indicavam 5,3 milhões de crianças e adolescentes trabalhando em 2004, 4,2 milhões em 2009 e os atuais 3,6 milhões. “Os números comprovam que o país pode, mas também comprovam que estamos indo devagar. Precisamos acelerar, pois são quase 4 milhões de meninos e meninas que têm sua infância roubada. Não podemos admitir isso”.
Ela defendeu a necessidade de políticas públicas para combater o trabalho infantil, com qualificação e geração de renda para famílias, além de garantir a frequência das crianças na escola.
A gerente de infância e adolescência da Fundação Telefônica Vivo, Patrícia Santin, disse que a entidade irá divulgar orientações por meio vídeos e canal exclusivo para adolescentes. “A ideia é mobilizar as pessoas para que elas não comprem produtos que tenham sido feitos por crianças, que votem em candidatos mobilizados com a questão, para que participem de discussões sobre o tema e denunciem.”
Fonte: Agência Brasil
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