Universidade do Nordeste conquista lugar em ranking das melhores do mundo
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) alcançou uma colocação no ranking do Times Higher Education World University 2018, que lista melhores universidades do mundo. No ranking, o centro pernambucano aparece em 14º lugar entre as 32 universidades brasileiras. O THE lista as mil maiores universidades do mundo e é a maior avaliação internacional do ensino superior.
Nesta edição do ranking, a UFPE ganhou duas posições em relação à publicação do ano passado, saltando da 16ª posição para a 14ª posição. “Mesmo em momentos de crise, como esse, a UFPE vem mantendo a estratégia de investir em projetos de pesquisa e em seus pesquisadores. O investimento contínuo, pela meritocracia, é o que garante esta posição de destaque nacional e internacional”, afirma o pró-reitor para Assuntos de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPE, Ernani Carvalho. O dirigente lembra, ainda, que apenas três instituições do Nordeste figuram entre as 32 brasileiras no ranking.
Brasil na lista
O top 15 das melhores colocadas no ranking 2018 é formada pela USP, Unicamp, Unifesp, UFABC, UFItajubá, UFMG, UFRJ, UFRGS, PUC-Rio, Unesp, UnB, UFC, UFPel, UFPE e UFRN.
Dimensões
O THE avalia cinco dimensões, com um total de 13 indicadores. Segundo a pesquisa, a UFPE melhorou em quase todas as dimensões, não registrando aumento na dimensão ensino (relação professor/aluno, percentual de docentes doutores, percentual de funcionários doutores), tendo caído de 23,5 para 23,2. Na dimensão pesquisa (que avalia reputação, renda e produtividade), a nota passou de 5 para 9,1 de um ano para outro. Na dimensão citação (citações Scopus), a nota da UFPE foi 11,5 em 2017 e subiu para 14,6. Em visibilidade internacional, a nota era 32,1 e aumentou para 47,0. No caso de renda para a pesquisa, a nota foi de 18,5 para 20,4. No total, a nota da UFPE foi 18,5 em 2017, ficando em 24,4 em 2018.
Líderes
A lista deste ano é liderada por duas universidades do Reino Unido pela primeira vez. A Universidade de Oxford manteve o 1º lugar por segundo ano consecutivo, enquanto a Universidade de Cambridge pulou de 4º para a 2º colocação. Em geral, as instituições europeias ocupam metade dos 200 maiores lugares, com a Holanda e a Alemanha se juntando ao Reino Unido como países mais representados. Outra tendência notável é o aumento contínuo da China. O gigante asiático sedia duas universidades no top 30: Peking e Tsinghua. Em contraste, dois quintos das instituições dos EUA nos 200 maiores (29 de 62) caíram.
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