Após prisão do tio, ex-prefeito Miguel Higino é preso em Arapiraca
O prefeito Arnaldo Higino também teve novamente a prisão decretada
A polícia prendeu na noite desta quarta-feira (17), o ex-prefeito de Campo Grande, Miguel Higino. No momento da prisão ele estava em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis que fica no bairro Brasília, em Arapiraca, Agreste de Alagoas. Após pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da Promotoria de Justiça de Girau do Ponciano e apoio investigativo do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e do Gaesf, militares do 3º Batalhão de Arapiraca cumpriram o mandado de prisão.
Segundo o promotor de Justiça, Kleber Valadares, o ex-prefeito se utilizava da mesma prática criminosa que levou seu tio, Arnaldo Higino, atual prefeito de Campo Grande à prisão. Eles são acusados de roubar verba pública, utilizando um esquema de notas "esquentadas" por empresários sem que houvesse o fornecimento real das mercadorias. O lucro para ambos sempre foi de 90%, enquanto os empresários rateavam os 10% restantes.
"Eles tinham empresários certos que emitiam notas de diversos serviços, responsáveis exclusivamente por isso, para justificarem o desvio do dinheiro público. No entanto, nenhuma mercadoria, a exemplo de material hospitalar, era entregue", ressalta o promotor.
O ex-prefeito que atualmente estuda medicina no Rio de Janeiro, estava de férias na cidade, contra ele havia um mandado de prisão em aberto. Miguel foi levado ao IML de Arapiraca, onde passou exame de corpo delito e levado ao sistema prisional.
No posto também estava um carro do ex-gestor que foi periciado pelos agentes que cumpriram a prisão. Miguel era prefeito da cidade antes do tio voltar a governar. Vários documentos da gestão do mesmo foram extraviados da prefeitura para dificultar as investigações, onde foram constatas diversas irregularidades.
Seu tio e atual prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino, também teve sua prisão novamente decretada pela justiça. Ele havia sido liberado para responder em liberdade.
Arnaldo Higino foi filmado recebendo propina de uma empresa, foi preso em flagrante, havia sido solto, mas o Ministério Público alegou as medidas alternativas impostas não seriam eficazes. O órgão ministerial informou que, logo após ter a liberdade concedida, o prefeito, mesmo afastado, suspendeu o pagamento do 13º salário dos servidores, ocasionando a paralisação das atividades do município.
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