Mulher viveu 99 anos com órgãos invertidos no corpo; condição não dá sinais
Ela faleceu de causas naturais e teve uma vida normal

A norte-americana Rose Marie Bentley foi além da expectativa de vida para seu país: faleceu aos 99 anos, de causas naturais, após ter uma vida ativa praticando natação, criando seus cinco filhos e administrando uma loja.
E a forma física saudável da mulher fez com que uma descoberta após sua morte se tornasse ainda mais surpreendente: exceto o coração, Rose tinha importantes órgãos do corpo (como estômago, pâncreas e fígado) no lugar errado no corpo, de acordo com a AP (Associated Press).
A rara condição, conhecida como situs inversus com levocardia, foi descoberta por alunos da universidade OHSU (Oregon Health & Science University), já que a mulher decidiu doar seu corpo à ciência. Ao falar sobre o quadro, os professores da universidade estimaram que uma a cada 22 mil pessoas passam pelo mesmo fenômeno, e os pacientes muitas vezes têm doenças cardíacas com risco de vida e outras anormalidades.
De acordo com Gabriela Iervolino Oliveira, especialista em clínica médica pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a medicina ainda não sabe responder o motivo de algumas pessoas nascerem com os órgãos invertidos. "O que sabemos é que se trata de uma rara alteração congênita (ou seja, a pessoa na nasce com ela) e autossômica recessiva, o que significa que é necessário receber dois genes, vindos de pai e mãe, para poder manifestar."
Tem sintomas?
Assim como aconteceu com Rose, em muitos casos, a inversão não diminui a expectativa de vida da pessoa, nem prejudica sua qualidade. Por isso, alguns pacientes nem sequer estão cientes da condição até realizarem alguma operação. "Geralmente, os sintomas só aparecem se o paciente desenvolve alguma cardiopatia associado ao situs inversus, ou se a condição vem acompanhada de outras doenças autossômicas recessivas", aponta Oliveira.
De acordo com Cameron Walker, professor responsável pela turma que abriu o corpo de Rose, "este é um caso importante para mostrar que profissionais de saúde devem prestar atenção às sutis variações anatômicas e não apenas as grandes, em termos de abordar seus pacientes como indivíduos. Não julgue um livro pela capa", disse em entrevista à AP.
O professor pesquisou quanto tempo as pessoas com a condição geralmente vivem e não encontrou casos documentados em que uma pessoa foi além dos 73 anos. Rose Bentley superou a idade em 26 anos.
Veja também
Últimas notícias

Músicos arapiraquenses criam projeto "Os Poetas Estão Vivos" para homenagear grandes nomes do rock nacional

Deputado Fabio Costa cobra justiça por Daniela, jovem violentada que ficou com sequelas no interior de Alagoas

Polícia cumpre mandado de busca e apreensão em Olho d’Água das Flores

Quarta edição da FliPenedo acontece de 09 a 12 de abril

Secretaria de Saúde de Penedo presta contas ao Conselho Municipal de Saúde

Programa Saúde Até Você leva assistência médica ao Trapiche da Barra nesta sexta-feira
Vídeos e noticias mais lidas

Alvo da PF por desvio de recursos da merenda, ex-primeira dama concede entrevista como ‘especialista’ em educação

12 mil professores devem receber rateio do Fundeb nesta sexta-feira

Filho de vereador é suspeito de executar jovem durante festa na zona rural de Batalha

Marido e mulher são executados durante caminhada, em Limoeiro de Anadia
