Ativistas protestam contra presença de Sérgio Moro em Portugal
Cerca de trinta pessoas manifestaram-se em Lisboa contra Sérgio Moro e Jair Bolsonaro
esta terça-feira (28), cerca de trinta pessoas participaram de manifestação em Lisboa, Portugal, contra a presença do ministro da Justiça, Sérgio Moro, na 'Conferências do Estoril', no qual repudiaram o atual Governo do Brasil.
"Esta manifestação pretende demonstrar o nosso repúdio contra aquilo que representa o Moro. O Moro representa um Governo que é contra tudo aquilo que os brasileiros conseguiram conquistar nos últimos anos depois da queda da ditadura militar", afirmou aos jornalistas Pedro Teles, um dos elementos do movimento de cidadãos que organizou o protesto.
Ao falar junto à entrada do 'Campus' da Nova School of Business and Economics (SBE), Pedro Teles considerou que o Governo de Jair Bolsonaro tem "demonstrado que não é capaz de governar e que está levando o Brasil para um buraco ainda maior".
Um buraco, que segundo Pedro Teles, tem se agravado com todas as políticas que "são completamente contra os direitos das pessoas, as liberdades das pessoas e a vida das pessoas".
Pouco antes da hora prevista para a chegada de Sergio Moro para um debate nas Conferências do Estoril, os grupos de portugueses já se concentravam junto da entrada do evento, mas foram afastados pela polícia local para outro local.
"Afasta de mim este Moro, pá", cantaram os manifestantes que se encontrava em uma outra entrada do 'campus' universitário.
Uma placa com o nome de Rua Marielle Franco, ativista assassinada, cartazes e camisetas em defesa de 'Lula Livre', pela libertação do ex-presidente brasileiro e bandeiras, foram alguns dos adereços usados pelos manifestantes.
Para Pedro Teles, o ex-juiz - agora ministro - Sergio Moro, que participou no julgamento da operação 'Lava Jato', que levou à condenação de Lula da Silva por corrupção, "devia ter vergonha de aparecer em Portugal" e "num país democrático".
A atual política do Governo de Jair Bolsonaro "só vai destruir mais a vida das pessoas e acabar com todas as conquistas que o povo brasileiro conseguiu fazer nos últimos 20 anos", apontou.
Outra participante no protesto dos portugueses, Maria Magda considerou que a iniciativa já teve êxito quando a imprensa noticiou a existência de uma carta aberta, com 3.400 assinaturas, contra a presença de Moro e a política de Bolsonaro.
A ativista admitiu que a situação política no Brasil está provocando a emigração de "brasileiros de todas as classes sociais", incluindo para Portugal, mas que os mesmos acabam encontrando algumas "barreiras" à chegada ao país.
O protesto contra a presença do ministro da Justiça em Portugal foi promovido por vários movimentos, entre os quais o Coletivo Andorinha. Em carta aberta, o grupo destacou que Moro pertence ao Governo que é "contra a democracia, contra as mulheres, contra a educação, a ciência, e o ambiente, contra os povos indígenas, a cultura afro-brasileira, e contra os homossexuais".
Sergio Moro ficou conhecido por ter sido o juiz responsável pelos processos da operação "Lava Jato" em primeira instância e por ter condenado e levado à prisão por corrupção o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores.
Veja também
Últimas notícias
Homem é preso por agredir mulher e filho de 1 ano na Cidade Universitária
[Vídeo] João Gomes chora ao receber presentes das filhas de Kara Véia antes de show em Maceió
Deputada Gabi Gonçalves entrega Placa de Patrimônio Cultural e Imaterial de Alagoas à tapioca da Dona Rosa, em Rio Largo
Morre a atriz Titina Medeiros, a Socorro de 'Cheias de Charme', aos 48 anos
Colisão entre carro e moto deixa jovem de 22 anos ferido em Arapiraca
Irmão do goleiro Dida morre após passar mal enquanto praticava esporte em Girau do Ponciano
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
