Filho relata ao 7Segundos o motivo para ter assassinado o pai a golpes de faca e foice
Genilson Cardoso dos Santos está preso na Casa de Custódia de Arapiraca
Na manhã desta sexta-feira (25) a equipe do Portal 7Segundos entrevistou Genilson Cardoso dos Santos, 30 anos, que assassinou o pai, Geovane Cardoso, com golpes de faca e foice na noite desta quinta-feira (24). O crime aconteceu dentro da residência da vítima, localizada no povoado Marruais, zona rural de Traipu, no Agreste alagoano.
Genilson Cardoso relatou que sempre foi uma pessoa tímida, e que já o fato de ter 30 anos, não ter namorada, e ainda não ser casado, resultou em boatos de que ele era gay.
Ainda segundo Genilson Cardoso, o pai dele tinha vergonha dessa situação e eles sempre discutiam a respeito desse assunto.
“Meu pai estava com esse preconceito comigo falando que eu era gay. Eu discuti com ele e aconteceu”, afirmou.
Durante a entrevista, Genilson Cardoso confirmou que tomava remédios antidepressivos. Ele informou que antes de cometer o homicídio, enviou um vídeo para a irmã mostrando a discussão com o pai.
“Foi algo que aconteceu de última hora. Peço desculpa aos meus irmãos que agora vão ficar sem o pai”, afirmou.
Surto psicótico
Em entrevista para o Portal 7Segndos, o psicólogo Luciano Wagner, explicou que em função das circunstâncias do crime, provavelmente Genilson Cardoso, pode apresentar um quadro de esquizofrenia com surto psicótico. Mas o psicólogo ressaltou que somente com as informações da ficha mental, dos remédios que ele fazia é que se pode identificar o real quadro de saúde mental de Genilson Cardoso.
Ele afirmou que quem sofre de depressão, geralmente, não comete crime contra outras pessoas, mas contra si próprio. Mas quando uma pessoa que está em quadro de psicose ele sai da realidade e entra num estado paralelo, ouve vozes de comando, ideias delirantes.
“Nesse caso, a gente vê claramente que ele estava fora de si porque mesmo com a chegada dos policiais ele foi enfrentá-los. Os policiais foram bem conscientes do quadro de saúde mental do suspeito e só efetuaram um disparo de arma de fogo para mobilizá-lo”, afirmou.
Luciano Vagner afirma que esse crime não é comum, é um crime provocado por um quadro alterado da consciência. O suspeito preso em flagrante deve será ouvido por uma junta médica e encaminhado a um manicômio judiciário.
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