Moro pode enfrentar cerco do Centrão e do PT no Congresso
Juntos, o PT e o Centrão têm mais de um terço dos votos nas duas Casas
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro é alvo da maioria dos parlamentares do Congresso, de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto.
No Congresso, a soma de interesses do Centrão e do PT formou uma maioria para minar uma eventual candidatura do ex-ministro à presidência da República em 2022. A ideia seria apontar possíveis crimes cometidos de Moro durante o cargo de ministro da Justiça, depois que ele apontar interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. O ex-juiz teria cometido o crime de prevaricação, por não ter exposto o delito mesmo sabendo. Juntos, o PT e o Centrão têm mais de um terço dos votos nas duas Casas - número mínimo para a criação da CPI, para investigar as denúncias de Moro.
Em paralelo, uma ala do Supremo critica a condução dos processos da Lava-Jato por parte do ex-magistrado. Um exemplo é a jurisprudência firmada pela Corte há dois anos declarando inconstitucional a condução coercitiva de réus ou investigados para o interrogatório. Moro utilizou o expediente, por exemplo, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A esquerda e o Centrão têm mais sede de pegar o [ex-ministro Sergio] Moro do que o [presidente Jair] Bolsonaro", confirmou ao jornal Valor Econômico um deputado de postura independente.
De acordo com o parlamentar, é mais viável prosperar no Congresso um dos nove pedidos de abertura de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as denúncias de Moro do que um dos 31 requerimentos de impeachment contra Bolsonaro.
Depois de tirar o ex-presidente Lula da eleição, com uma sentença sem provas (processo do triplex em Guarujá), Moro chegou ao governo, mas não teve a força que esperava. A má articulação ficou evidente na votação do pacote anticrime, a vitrine de sua gestão no ministério, que foi conduzida na Câmara pelos deputados do Centrão: a presidente do grupo de trabalhos era a deputada Margarete Coelho (PI), do PP. Não foram aprovados, por exemplo, o trecho que ampliava o excludente de ilicitude e a prisão após a condenação em segunda instância.
O ex-juiz já via a sua imagem se deteriorar ainda mais com as revelações do Intercept Brasil sobre as irregularidades da Operação Lava Jato. De acordo com a série de reportagens, Moro atuava como uma espécie de assistente de acusação de procuradores.
Veja também
Últimas notícias
Comissão que organizará concurso da Secretaria de Saúde de Alagoas é instituído
Governo de Alagoas entrega ambulâncias do Samu a municípios alagoanos nesta sexta-feira
Governo de Alagoas instala comissão mista para organizar concurso da Sesau
É do Brasil: 'O Agente Secreto' recebe quatro indicações ao Oscar
Defesa de Vorcaro nega ‘com veemência’ negociar delação premiada
Suspeito de homicídios morre após confronto com a PM no bairro Santa Lúcia, em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
