Weintraub diz que desabafo em reunião não foi pensado e é sincero e educado
Fala do ministro em decorrência ao vídeo publicado
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a defender sua participação na reunião ministerial do dia 22 de abril. Em mensagem publicada no Twitter na manhã de hoje, Weintraub disse que seu desabafo na reunião não foi pensado e afirmou ser sincero e educado.
A explicação do ministro se refere à parte da reunião na qual afirma que odeia os termos "povos indígenas" e "ciganos" porque "só tem um povo, o brasileiro". Ele postou parte do vídeo divulgado na última sexta-feira.
"Eu sou fruto da mistura que deu origem ao POVO BRASILEIRO (inclusive índios)! Nós somos o único povo do Brasil! Parem de criar ódio com mentiras! De tentar nos dividir!", disse
"Esse desabafo não foi um discurso pensado. Eu estava em uma reunião FECHADA e todos tiveram que entrar sem celular. Sou realmente um cara sincero e educado, como podem constatar", completou.
A fala de Weuntraub foi revelada em vídeo divulgado na última sexta-feira pelo STF após o ministro Celso de Mello, relator do inquérito que apura suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, levantar o sigilo de quase todo o material.
"Ele tá querendo transformar a gente numa colônia. Esse país não é... odeio o termo 'povos indígenas', odeio esse termo. Odeio. O 'povo cigano'. Só tem um povo nesse país. Quer, quer. Não quer, sai de ré", disse Weintraub.
Para o ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, no Brasil existem "privilégios" dados a alguns "povos".
"É povo brasileiro, só tem um povo. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser japonês, pode ser descendente de índio, mas tem que ser brasileiro, pô! Acabar com esse negócio de povos e privilégios. Só pode ter um povo, não pode ter ministro que acha que é melhor do que o povo. Do que o cidadão. Isso é um absurdo, a gente chegou até aqui", afirmou.
No mesmo vídeo, Weintraub defendeu a prisão dos ministros do Supremo, chamando-os de "vagabundos" e afirmou que Brasília é "um cancro" e que gostaria de explodir a capital federal.
Ontem, ela já havia se defendido das críticas pelo vídeo: "Tentam deturpar minha fala para desestabilizar a Nação. Não ataquei leis, instituições ou a honra de seus ocupantes. Manifestei minha indignação, LIBERDADE democrática, em ambiente fechado, sobre indivíduos. Alguns, não todos, são responsáveis pelo nosso sofrimento, nós cidadãos", escreveu Weintraub.
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