Avon demite executiva que mantinha idosa em situação análoga à escravidão há nove anos
Ela trabalhava para Mariah Corazza Üstündag há 20 anos, sem salário desde 2011
A Avon demitiu Mariah Corazza Üstündag, executiva de 29 anos da empresa que foi indiciada por manter uma idosa de 61 anos em condições análogas à escravidão em uma casa abandonada no Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo.
A Avon disse lamentar o ocorrido e garantiu que vai prestar acolhimento à vítima, resgatada em condição análoga à escravidão após denúncias de vizinhos. A casa indicada na denúncia tinha diversas placas de anúncio de venda e estava trancada e vazia. A vítima foi encontrada em um quarto nos fundos do terreno, e a porta precisou ser arrombada para que ela fosse retirada.
Segundo a procuradora do trabalho Alline Pedrosa Oishi Delena, que assina o pedido judicial e acompanhou toda a operação, o quarto em que a vítima vivia era uma espécie de depósito sem banheiro e com cadeiras, estantes e caixas amontoadas. Um sofá velho com colchonetes era utilizado como cama por ela.
Presa em flagrante após o resgate da vítima na quinta-feira (18), Mariah Corazza Üstündag foi solta após pagar fiança de R$ 2.100. Dora Üstündag, 36, seu marido, também foi indiciado, mas não chegou a ser preso.
Demitida pela Avon, Mariah ocupava o cargo de gerente de marketing da área de fragrância na empresa. Após o caso se tornar público por meio de reportagem da Folha de S.Paulo , ela também desativou seu perfil no Linkedin. A executiva de 29 anos é filha de Sônia Corazza, reconhecida consultora na indústria de produtos de beleza no Brasil.
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