Novo exame de Bolsonaro para coronavírus dá positivo
Presidente disse que se sente bem e já não apresenta quadro de febre há mais de uma semana
Um novo exame RT-PCR do presidente Jair Bolsonaro deu positivo para o novo coronavírus. O próprio presidente afirmou que fez o novo teste na manhã de terça e obteve o resultado no mesmo dia, à noite.
Bolsonaro disse que se sente bem e já não apresenta quadro de febre há mais de uma semana, não está com falta de ar e nem falta de paladar - sensações comuns aos infectados pela covid-19. Sua taxa de saturação de oxigênio está em 98% e seus exames de sangue e coração foram considerados normais.
O presidente ainda afirmou estar fazendo uso da azitromicina e hidroxicloroquina, medicamento que gerou bastante polêmica desde o início da pandemia e não tem a eficácia comprovada cientificamente. O próprio Bolsonaro já admitiu fazer uso do remédio na entrevista em que anunciou que contraiu o coronavírus e fez vídeos em suas redes sociais tomando os comprimidos.
O presidente deve fazer um terceiro exame nos próximos dias para avaliar se ainda está com o coronavírus e projetar a volta ao trabalho normalmente.
O próprio Bolsonaro foi às redes sociais para acompanhar à distância a cerimônia de arriamento da bandeira e falou sobre o novo exame e os sintomas. "A gente espera que nos próximos dias faça um novo exame e, se Deus quiser, dê tudo certo para a gente voltar logo à atividade", disse Bolsonaro, que mais uma vez atribuiu sua melhora ao uso da hidroxicloroquina desde os primeiros sintomas. "Não estou fazendo nenhuma campanha por medicamentos, afinal de contas o custo é baratíssimo e talvez por causa disso que tem muitas pessoas contra. E outras, parece, por questão ideológica. Parece. Mas o que na verdade está ocorrendo? Está dando certo", disse.
O presidente também afirmou que não está recomendando o uso do medicamento e pediu para que pacientes sigam as orientações de seus médicos. "Então, eu não recomendo nada. Eu recomendo que você procure o seu médico e converse com ele. O meu, no caso, médico militar, foi recomendado a hidroxicloroquina e funcionou. Tô bem, graças a Deus."
Bolsonaro disse que a história vai mostrar quem estava certo ou errado sobre a hidroxicloroquina. "O futuro vai dizer se esse remédio é eficaz ou não. Pra mim, foi. Credito a ele. E se for, muita gente encaminhou contrário, gente com responsabilidade, então a história vai dizer quem estava certo no futuro e a quem cabe qualquer responsabilidade sobre parte das mortes, porque ninguém nunca disse que não haveriam (sic) mortes".
Ele citou a Ivermectina e Annita, também utilizados no tratamento da doença. "Sabíamos da potencialidade do vírus, mas apareceu a hidroxicloroquina, a ivermectina, bem como a Annita também. Mas não estou aqui para orientar ninguém a tomar esse ou aquele medicamento. Procure o seu médico desde o início dos sintomas", disse o presidente.
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