Grevistas dos Correios fazem ato público em Arapiraca
Manifestação reuniu trabalhadores de vários municípios do interior
Trabalhadores dos Correios que estão em greve desde o dia 18 de Agosto fizeram um ato público, na manhã desta quarta-feira (09) na Praça Luiz Pereira Lima, em Arapiraca. O protesto reuniu ecetistas de outros municípios do interior.
Os grevistas fizeram panfletagem e conversaram com as pessoas que passavam pelo local informando sobre a reivindicação da categoria, que é a manutenção do acordo coletivo que teria validade até 2021 e que foi revogado pela justiça à pedido da Empresa de Correios e Telégrafos. Com isso, de acordo com os grevistas, 70 cláusulas que garantiam direitos aos trabalhadores, como pagamento de horas extras, adicional de risco, vale-alimentação e licença maternidade de 180 dias, entre outras, perderam a validade.
De acordo com a categoria, a retirada dos direitos conquistados dos trabalhadores seria mais um passo no plano da privatização dos Correios, uma vez que a empresa alega que não tem condições financeiras para arcar com os custos do acordo coletivo em decorrência dos prejuízos. Os trabalhadores, no entanto, alegam que a empresa é lucrativa e que no primeiro semestre de 2020 obteve lucro de R$ 614 milhões, impulsionado pelo aumento na entrega de encomendas durante a pandemia.
Os trabalhadores citam ainda a falta de concurso público e três sucessivos programas de demissão voluntária (PDVs) como medidas para tentar sucatear os Correios.
Na manhã desta quinta-feira (10), a assessoria de comunicação da Empresa de Correios e Telégrafos entrou em contato com o 7Segundos e solicitou a publicação da seguinte nota, abaixo reproduzida na íntegra:
"Os Correios estão trabalhando para reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados. Durante o último fim de semana e feriado de Dia da Independência, os empregados das áreas administrativa e operacional estiveram mais uma vez unidos em prol de manutenção dos nossos serviços, mesmo com a paralisação parcial. Foram entregues mais de 2,2 milhões de cartas e encomendas em todo o país no período. A ação também foi responsável pela triagem de 2,4 milhões de objetos postais. O ritmo das entregas prossegue durante a semana, de forma a minimizar o impacto aos clientes.
Os índices de qualidade - monitorados ininterruptamente - têm se mantido nos parâmetros da pandemia: as agências seguem atendendo e as entregas ainda contam com eficácia superior a 90%. A empresa não fornece dados segmentados da operação porque essas informações variam constantemente.
A empresa aguarda o retorno dos trabalhadores que aderiram à paralisação parcial o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população, tendo em vista que toda a questão terá seu desfecho no julgamento do Dissídio de Greve pelo Tribunal Superior do Trabalho. Vale ressaltar que os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios do seu efetivo.
Além disso, em liminar concedida no dia 1º/9, a ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Kátia Magalhães Arruda, determinou o efetivo mínimo nas unidades da empresa e que as federações se abstenham de impedir o livre trânsito de bens, pessoas e carga postal em todas as unidades dos Correios. A pena por descumprimento é multa diária de R$ 100 mil.
Situações pontuais, quando reportadas à empresa por meio dos canais oficiais de relacionamento, são prontamente averiguadas e solucionadas. Os clientes podem entrar em contato pelos telefones 3003-0100 e 0800 725 0100 ou pelo endereço http://www.correios.com.br/fale-com-os-correios.
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