Trump omitiu resultado positivo de teste rápido, diz jornal
Americanos acreditam que Trump poderia ter evitado
Antes de divulgar o resultado definitivo de seu exame de Covid-19 na madrugada de sexta-feira, Donald Trump deu entrevista por telefone a um programa de TV, mas não revelou que um teste inicial já indicava que ele estava com coronavírus, de acordo com uma reportagem do jornal “The Wall Street Journal” do domingo (4).
De acordo com a publicação, ele recebeu o resultado de um teste rápido na quinta-feira (1). Depois disso, Trump deu uma entrevista a um programa de TV da Fox News no qual falou da infecção de uma de suas assessoras, mas nada sobre a sua própria contaminação.
Segundo o “Wall Street Journal”, na ocasião, o presidente dos Estados Unidos não falou nada sobre seu exame porque ele aguardava uma confirmação mais robusta de seu diagnóstico de Covid-19.
Pelas regras da Casa Branca, depois de um primeiro teste positivo, é preciso fazer um exame do tipo PCR (o de cotonete) que recolhe material de uma região mais profunda da cavidade nasal.
Durante o programa de TV, ele disse que receberia o resultado de seu exame naquela noite ou no dia seguinte. Na sexta-feira (2) à 1h de Washington DC, Trump divulgou em uma rede social que estava contaminado.
Ainda de acordo com o jornal, Trump deu ordens a seus assessores próximos que já haviam sido diagnosticados com Covid-19 para que não revelassem que tinham testado positivo.
Americanos acreditam que Trump poderia ter evitado
A maioria dos americanos acredita que o presidente poderia ter evitado a infecção, de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada no domingo.
O levantamento aponta que 65% dos americanos afirmam que ele provavelmente não estaria com Covid-19 se tivesse dado mais atenção aos riscos.
Trump foi internado na sexta-feira no Centro Médico Militar Walter Reed, perto da capital Washington – segundo a Casa Branca, foi uma medida de precaução.
Presidente precisou de oxigênio
A equipe médica de Trump deu duas entrevistas coletivas desde que ele foi internado. Na primeira, no sábado, os profissionais de saúde não responderam se o presidente havia recebido oxigênio.
No domingo, o chefe da equipe médica, Sean Conley, disse que o nível de oxigenação de Trump havia caído duas vezes, e que ele chegou a receber oxigênio.
Conley disse que em sua primeira coletiva tentou refletir a atitude positiva do presidente e, por isso, omitiu que Trump havia recebido oxigênio.
"Eu não quis dar nenhuma informação que poderia desviar o curso da doença em uma outra direção e, ao fazer isso, ficou parecendo que nós estávamos tentando esconder algo, o que não é necessariamente verdade", disse Conley.
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