“É importante que os pais observem as mudanças no comportamento dos filhos”, afirma psicóloga
Comportamento recluso ou agressivo demasiadamente pode ser um alerta para os pais
Durante todo o mês de janeiro, as ações de políticas públicas, na maioria dos municípios, se concentraram nos cuidados da saúde mental. Denominada de Janeiro Branco, a campanha do governo federal lançada em 2014, tem como objetivo principal conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde mental.
A psicóloga e especialista em psicopedagogia Patrícia Nayara, explicou que o nome "Janeiro Branco" foi escolhido porque no início do ano as pessoas estão muito reflexivas sobre a renovação do ano, que se inicia, sobre projetos e metas a serem alcançados.
"Branco para lembramos que a gente tem uma história a fazer, construir nossa história. Lembrar o quadro em branco, uma página em branco, onde a pessoa vai escrever uma nova historia", ressaltou.
Patrícia Nayara explica que o tema saúde mental ainda é cercado de muito preconceito. De acordo com a especialista, as pessoas têm muito receio de dizer que precisam de um profissional de saúde mental. Ela segue afirmando que saúde mental não significa apenas ausência de uma doença mental, saúde mental também é o equilíbrio emocional e estar se sentindo bem com as relações interpessoais, sabendo lidar com problemas dificuldade formas equilibradas.
"As pessoas que precisam de um acompanhamento de saúde mental passam por vários estigmas. Demonstrar que não está bem, expor seus sentimentos, chorar , não significa fraqueza. Pelo contrário significa ser corajoso e e leal com seus próprios sentimentos.
Ainda de acordo com a psicóloga e psicopedagoga, culturalmente, foi imposto à maioria das pessoas que o conceito de ser forte é não sofrer e diante desses conceitos, a pessoa guarda as angustias e sofrimentos, e acaba adoecendo mais. Reconhecer que precisa de ajuda é ser forte. Ter momentos de tristeza de choro, ou sentir que precisa do outro faz parte da vida. É reconhecer que é humano.
Patrícia Nayara ressaltou que quando se fala em saúde mental não pode esquecer de crianças e adolescentes. Eles também sofrem, também tem dores, medos, angustias. " É preciso prestar atenção nas mudanças de comportamento em nossas crianças e adolescentes", afirmou a psicóloga.
A psicopedagoga que é sócia-proprietária da Clínica Sapiens, afirma que há um mito de que criança não percebe as coisas, que não sofre, que elas elas estão sempre felizes, estão sempre alegres. Mas isso não é verdade. Elas percebem o que está acontecendo no entorno do seu cotidiano. A criança e o adolescente sofrem quando a família ou os pais estão sofrendo; elas sofrem com a perda, com o medo de perder.
"A diferença é que eles têm formas diferentes de se expressar diante de tudo que está sentindo. Existem crianças que acabam internalizando, se isolam, ficam quietas, caladas. Isso não quer dizer que seja uma criança ou um adolescente comportado, muitas vezes é um sinal e algum problema psicológico. É preciso estar em alerta a essas mudanças", pontuou.
Segundo Patrícia Nayara, há outras crianças e adolescentes que externalizam esses sentimentos e acabam mais agressivas, mais impulsivas chamando a atenção no comportamento. Nesses casos é mais perceptível e os pais tendem a procurar ajudar mais rapidamente evitando que o problema se agrave.
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